Braamfontein: o point dos mais descolados de Johannesburgo

Neighbourgoods Market mistura visual caprichado e comida típica

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Neighbourgoods Market mistura visual caprichado e comida típica

Divulgação/ Estadão Conteúdo


JOHANNESBURGO – O fim de semana da juventude moderna de Johannesburgo começa em Braamfontein, área do outro lado da Ponte Nelson Mandela a partir de Newtown, o centrão da cidade. Todo sábado, das 9 às 15 horas, o Neighbourgoods Market (neighbourgoodsmarket.co.za) ocupa os dois andares mais baixos de um prédio modernista com barracas de comida, um bar onde se pode encomendar drinques e um pouco de artesanato local.

O visual caprichado é pré-requisito. Não porque exista alguma seleção na entrada, como em baladas, mas porque é assim que todo mundo vai estar. Ver e ser visto é um dos grandes baratos do lugar, e a variedade de modelos e penteados é inspiradora.

A entrada pelo número 73 da Rua Juta é marcada por um varal de letras recortadas que formam o nome do mercado. Foto ali é um souvenir. A primeira banca vende carnes curadas, coisa tão tradicional na África do Sul que pode ser comprada por toda parte em tiras, na forma de petiscos. Chamam de biltong. E biltong, aviso, vicia.

De facão em punho e avental vermelho, o performático vendedor das carnes vai lascando peças de porco, boi e linguiças, seja para montar porções ou servir uma degustação para curiosos.

Com o paladar salgado, comprei por 35 rands (R$ 8,80) um suco de maçã, limão, abacaxi e menta vendido como detox na barraca Juiced Co., que, entre as opções menos convencionais, tem uma de avelã, baunilha, sal, água e café. Tudo cru e bom para a saúde, garantem.

É festa

Mas é com uma taça de champanhe em mãos, comprada na banca de ostras, que sigo para o ponto mais festivo e concorrido: o terraço. A vista é para um grafite do rosto de Mandela e para os brechós e bares do quarteirão em frente, que fazem de Braamfontein o badalado enclave cultural que é atualmente.

É uma área boa para hospedagem mais em conta. Como quase tudo por ali, o Bannister Hotel faz a linha moderno e tem tarifas desde 575 rands (R$ 145) por quarto. A desvantagem é a vizinhança barulhenta às sextas e sábados, dias de vida noturna agitada. Para curtir alguns dos melhores shows de boa música de Johannesburgo, basta
virar a esquina. Logo ali está o clube de jazz The Orbit (theorbit.co.za).

Almoçamos antes de deixar o mercado – e depois de assistir a um minishow do estilo e à performance dos vendedores da barraca de frango frito, uma espécie de jogral com palavras em zulu. Tem de tudo, até hambúrguer e paella. Preferi especialidades de Durban: feijão branco com molho adocicado, arroz com frango e muita pimenta e, para rebater, uma cerveja do tipo ale Whale Tale, da Cidade do Cabo. Tudo por cerca deR$ 35.

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