Brasileiros resistem a fazer transações online
Serviços online tem baixa adesão no país


Serviços online tem baixa adesão no país
Warlei Leite
O brasileiro pode estar muito à vontade nas redes sociais, em sites de notícias ou em canais de vídeos ou músicas, mas quando o assunto envolve dinheiro ele ainda se mostra bastante reticente, de acordo com o levantamento divulgado pelo Ibope.
Apenas 32% dos usuários de internet realizam atividades de “transação”, categoria que inclui serviços bancários, sites de investimento, reservas de hotéis ou carros, leilões e compras online. Mesmo entre usuários mais experientes, que utilizam a rede há cinco anos ou mais, apenas 41% transacionam na rede. Entre os que chegaram na internet a menos de dois anos, só 10% se arriscam em operações que envolvem dinheiro.
Quando se analisa as atividades específicas, a adesão é ainda mais baixa. Apenas 20% realizam compras pessoais ou usam serviços bancários.
Para Hellison Lemos, diretor-geral do Mercado Livre, o brasileiro não é mais tão receoso quanto à segurança das transações online, mas outros fatores conspiram para manter a adesão baixa. O executivo lembra que várias e expressivas parcelas da população estão fora do sistema bancário, não têm cartão de crédito (um pré-requisito para realizar boa parte das transações online) e/ou não têm bom sinal de internet que permita atividades mais demoradas ou complexas na rede.
“Ainda assim, crescemos a taxas que impressionam o mundo inteiro”, reforça o executivo, que lembra que o País está entre os dez maiores mercados do comércio eletrônico. Comparado com mercados desenvolvidos, porém, o Brasil fica bem atrás.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também vê o copo meio cheio.
“Existe um grande potencial de crescimento do internet banking no Brasil, já que 55% da população têm acesso a internet e 60% da população economicamente ativa é bancarizada”, afirmou Gustavo Fosse, diretor de Tecnologia e Automação Bancária da entidade.
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