Casa com a cara do dono
O apartamento já estava pronto para morar. Em Perdizes, com 70 m², tinha armários embutidos, porcelanato no piso, cozinha americana. Mas, bem, não era exatamente o que um jovem que trabalha com moda procurava. Os revestimentos, além de antigos, originais da construção dos anos 1990, não transmitiam a personalidade moderna do novo morador.


Decoração em um apartamento em perdizes do arquiteto Celino Neto
Divulgação/Estadão/ZecaWittner
O apartamento já estava pronto para morar. Em Perdizes, com 70 m², tinha armários embutidos, porcelanato no piso, cozinha americana. Mas, bem, não era exatamente o que um jovem que trabalha com moda procurava. Os revestimentos, além de antigos, originais da construção dos anos 1990, não transmitiam a personalidade moderna do novo morador.
Convencer os pais de que o espaço precisava de algo a mais não foi exatamente fácil, mas a negociação por um patrocínio contou com a ajuda do amigo e arquiteto Celino Neto, que garantiu que não seria preciso fazer grandes obras para transformar o lugar. “Tivemos um orçamento limitado, por isso, focamos no que mais importava: fazer com que aquele imóvel sem personalidade tivesse tudo a ver com o cliente, que viaja muito e desejava um lugar com cara de lar”, conta Neto.
A reforma começou por pequenas modificações na planta da casa. Originalmente com dois quartos, a derrubada de uma das paredes deu lugar a uma pequena sala de TV, que, com uma porta de correr, serve também para acomodar os pais, que passam temporadas por lá. “Adaptamos o lavabo e o transformamos em banheiro, para fazer com que esse espaço multiúso desse mais privacidade aos hóspedes, já que vira suíte quando a porta de correr está fechada”, explica.
A cozinha, mesmo sendo pouco utilizada pelo morador, acabou virando o centro das atenções da casa. Toda revestida de madeira cumaru, é como se fosse uma caixa. “Já que o cliente não costuma cozinhar, pude ousar na escolha do revestimento, mas, mesmo assim, optei pelo cumaru, uma madeira que resiste bem à água.”
Os painéis de madeira vão das paredes até o teto. Os armários também foram trocados, por modelos de madeira, para que se camuflassem no ambiente. O mesmo tipo de madeira foi usada para revestir todo o piso do apartamento. No banheiro da suíte, ela serviu para fazer um pequeno deck no box, que esconde o porcelanato antigo. “Queria que os banheiros seguissem a mesma linha do resto da casa, com itens de personalidade. Por isso, garimpamos espelho e prateleira numa feira de antiguidades e mandamos restaurar. O armário foi feito sob medida para que seja uma continuação da cuba da pia, sem chamar tanto atenção”, explica Celino.
Para decorar o novo lar os amigos, arquiteto e cliente, fizeram questão de usar peças de família misturados aos que o jovem traz das muitas viagens que faz pelo mundo. Tem o quadro dos avós que foi repaginado e ganhou moldura nova, o trio de mesinhas laterais que veio de Buenos Aires e o sofá com tecido assinado pela estilista preferida, Clô Orozco, peça única, vendida pela Micasa.
Para surpreender o amigo em uma de suas voltas para o Brasil, Celino Neto fez da pequena varanda, um jardim. Instalou deck, suportes de bambu para bromélias, espalhou vasos com folhagens e antúrios. Era o toque final para o apartamento, finalmente, virar um lar.
Posts Relacionados

Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro

Mário Toledo lança segundo livro como coautor em São Paulo na semana de abertura da Bienal do Livro

Carmo Dalla Vecchia e Vanessa Gerbelli falam sobre a peça “Forever Young” no Meon Entrevista
