Cia. de teatro representa Taubaté em evento do Ministério da Cultura
Ronaldo Robles, o diretor da Cia. Quase Cinema de Teatro de Sombras de Taubaté, participa nesta quinta-feira (25) do Encontro Funarte de Políticas para as Artes mantido pelo MinC (Ministério da Cultura) no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.


Apresentação da Cia. Quase Cinema de teatro de sombras
Divulgação
Ronaldo Robles, o diretor da Cia. Quase Cinema de teatro de sombras de Taubaté, participa nesta quinta-feira (25) do Encontro Funarte de Políticas para as Artes mantido pelo MinC (Ministério da Cultura) e a Funarte (Fundação Nacional de Artes) no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.
Robles vai falar da experiência na criação e organização do Festival Internacional de Teatro de Sombras, realizado no fim de abril e começo de maio em Taubaté e São Luiz do Paraitinga. O diferencial do festival é que muitas atividades aconteciam nas zonas rurais das cidades, e não apenas nas regiões centrais.
“Não tinha essa dimensão de que o MinC estaria sabendo da gente, mas é muito legal”, diz o ator que administra a companhia junto da atriz e diretora Sylvia Godoy. “A nossa contribuição é lembrar que é possível fazer um festival com pouca verba, fora do eixo Rio – São Paulo, internacional e na roça”.
A companhia dispôs de orçamento de R$ 50 mil recebido por edital do Proac (Programa de Ação Cultural) do Estado de São Paulo para trazer nove grupos de dentro e fora do Estado de São Paulo (um da Espanha), realizar 18 espetáculos, além de palestras e workshops. Cerca de 3.600 pessoas assistiram e participaram das atividades em espaços públicos e em escolas estaduais.
Amarrado
Na mesa “Diálogos, Territórios e Conjunturas em Festivais”, o dramaturgo também vai abordar dificuldades na articulação de parcerias com entidades e prefeituras.
“Os secretários das prefeituras ficam amarrados para utilizar a verba, porque verba tem, não tem política pública para usá-la. As cidades daqui não estão preparadas juridicamente para esse tipo de evento”, afirma.
Além das prefeituras de Taubaté e São Luiz do Paraitinga, o festival teve apoio da Poiesis (Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura), da Escola de Teatro de São Paulo e da Universidade Estadual de Santa Catarina -essas últimas enviando, sem custos, artistas e especialistas em teatro de sombras ao festival.
Robles fala que está nos planos da companhia uma segunda edição do evento.
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