Comida de grife nas alturas
Grife por todo lado (chefs Rodrigo Oliveira e Thiago Castanho, café Suplicy). Um cafuné na brasilidade (cuscuz, beijinho), outro tanto de sabores conhecidos (queijadinha). São estes os ingredientes da receita atual das companhias aéreas para melhorar a experiência dos passageiros à mesa. Mesinha, melhor dizer. Vale comemorar: a sofrida classe econômica, aquela que come com movimentos curtos e calculados para não despejar no cobertor o copo de guaraná do vizinho, também está, enfim, merecendo um pouco de atenção gastronômica.


Refeição para Classe Econômica em viagens por todo o mundo na KLM Royal Dutch Airlines
Divulgação/KLMRoyalDutchAirlines
Grife por todo lado (chefs Rodrigo Oliveira e Thiago Castanho, café Suplicy). Um cafuné na brasilidade (cuscuz, beijinho), outro tanto de sabores conhecidos (queijadinha). São estes os ingredientes da receita atual das companhias aéreas para melhorar a experiência dos passageiros à mesa. Mesinha, melhor dizer. Vale comemorar: a sofrida classe econômica, aquela que come com movimentos curtos e calculados para não despejar no cobertor o copo de guaraná do vizinho, também está, enfim, merecendo um pouco de atenção gastronômica.
Novidade expressiva está na ponte aérea da Gol (voegol.com.br), que entrou junho com cardápio reformulado: saíram bolachas e salgadinhos, entraram queijadinha, bolo de queijo com goiabada e torta salgada, servidos de manhã (6 horas às 9h40) e das 15h40 em diante. “É uma evolução geral da indústria”, disse o diretor de Produtos da Gol, Paulo Miranda.
Miranda afirma ainda que a companhia não optou por lanches aquecidos porque o tempo de voo no trecho entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, menos de uma hora, impossibilita um serviço de bordo complexo. “Em dois meses de pesquisa, ouvimos dos passageiros que queriam opções leves e práticas”, disse.
Os tais bolos e tortas chegam apenas à ponte aérea, trecho no qual a Gol opera 62 voos dos seus 920 diários e que recebe 50% dos passageiros em viagens de negócios.
Nos demais voos da companhia com duração superior a uma hora, permanece a venda de lanches e bebidas, implantada há três anos, sem opções oferecidas como cortesia. Voos curtos (menos de 60 minutos) em outros trechos seguem no velho esquema do amendoim com bebida.
Grãos
A Tam trouxe para os voos operados entre os aeroportos de Confins (Belo Horizonte), Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Santos Dumont (Rio) e Congonhas (São Paulo) o café Suplicy, marca que tem uma dezena de cafeterias descoladas pelo país.
Segundo a companhia, serão oito milhões de passageiros por ano a desfrutar do café especial nos voos pelo Brasil – trechos internacionais servem o produto desde novembro passado. A escolha da marca coube à consultoria da barista e mestre de torras Isabela Raposeiras, do paulistano Coffee Lab.
Para comer, sanduíches de peito de peru e lombo canadense, servidos regularmente nos voos da TAM. A empresa não aderiu aos petiscos industrializados que, por anos, viraram febre nas alturas e, agora, para felicidade geral dos passageiros, parecem ter caído em desgraça.
Para crianças, pratos orgânicos e talheres divertidos
A comida é orgânica com certificação francesa e europeia, e os talheres, coloridos e com design do catalão Eugeni Quitllet, formam um avião quando encaixados um no outro. A Air France tem novidades para facilitar a vida de mães e pais a bordo nos voos com duração superior a 2h30. Servidos antes dos demais passageiros, bebês e crianças de até 9 anos têm refeição especial a bordo.
No caso dos bebês, trata-se de potinhos de papinha pronta e pacotes de biscoitos. Os maiorzinhos recebem a carne ou peixe já cortados e uma caixa decorada e ainda tem geleia, chocolate e suco de laranja.
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