Conheça Aruba a bordo de um jipe
O dia que se segue ao do embarque, todo passado em alto-mar, faz crescer a expectativa pelo primeiro destino de praia autenticamente caribenho do roteiro. Mas seria injusto dizer que Aruba não decepciona: o que a ilhota antilhana faz, de verdade, é estampar em cada rosto navegante uma expressão abobada.


Conheça as praias e trilha de Aruba ao bordo de um jipe
Creative Commons/ Gen Nagase
O dia que se segue ao do embarque, todo passado em alto-mar, faz crescer a expectativa pelo primeiro destino de praia autenticamente caribenho do roteiro. Mas seria injusto dizer que Aruba não decepciona: o que a ilhota antilhana faz, de verdade, é estampar em cada rosto navegante uma expressão abobada.
E olha que, pelo horário, primeiras horas da manhã, o sol ainda nem é o mais brilhante, nem o mar, portanto, o mais azul. Assim mesmo, como é que pode aquela cor em pleno porto?
Aruba é uma ilhota vulcânica de terra esturricada pela secura geral, cortada por boas rodovias que os cerca de 110 mil moradores não dão conta de lotar, e que ligam os pontos entre os cerca de 70 quilômetros de costa, que são o que importa de verdade ali. Os turistas que chegam em cruzeiros somam seis vezes o número de habitantes.
Em clima de vento (quase tempestade de areia) no rosto, o dia começou a bordo de um jipe aberto da De Palm Tours (depalmtours com; US$ 107 por pessoa), a gigante do turismo receptivo em Aruba. O primeiro destino era o Parque Arikok (entrada a US$ 10 por pessoa), uma pérola natural que recobre 18% do território do pequeno país.
Dá menos de uma hora da capital Oranjestad até o centro de visitantes, escala providencial para uma rápida introdução à vida selvagem local – basicamente serpentes e aves -, mais uma lida nos painéis sobre a vegetação e uma passadinha no banheiro.
O parque é bastante procurado para trilhas. São 45 quilômetros demarcados entre cactos e pedras, e roteiros a pé que podem levar de duas a seis horas para serem concluídos.
De jipe, paramos para visita e fotos na Cueva Fontein, caverna que guarda inscrições rupestres, entre as quais a figura claríssima de um escaravelho. Além do interesse histórico e paleontológico, o local é bonito porque dali se tem uma panorâmica do oceano, logo à frente.
É para lá que vamos. Na sequência, o carro se desloca à beira-mar, rumo ao sul, passando por uma fileira de cataventos de produção de energia eólica. E também entre jumentos, animais que contam até com um santuário de proteção em Aruba, o Donkey Sanctuary (arubandonkey.org), aberto à curiosidade e à caridade dos visitantes.
E então surge no horizonte a praia prometida: Baby Beach é quase uma lagoa de águas azuis-turquesa, protegida por uma barreira de pedras que isola as ondas do lado de lá. No de cá, banhistas relaxam e procuram peixes com máscara e snorkel. Fora do mar, descansam em espreguiçadeiras e quiosques com cobertura de palha seca.
Vida mansa
Baby Beach é linda, mas pequena e pouco estruturada. Tem só dois bares -um estava fechado- com bebidas e petiscos básicos. Para horas de praia como se deve, com infraestrutura competente, é em Palm Beach que estão os hotéis, a marina, os restaurantes e os clubes de praia.
São de Palm Beach, localizada pouco ao norte de Oranjestad, as fotos de mar mais incrivelmente azul que você já viu de Aruba. Isso porque é lá que os fotógrafos passam mais tempo, com chance, portanto, de clicar as águas em vários momentos do dia. Com o sol a pino, o tom fica um tantinho mais escuro. Conforme a tarde avança, a transparência aumenta.
Palm Beach é pura vida mansa. Instalada em espreguiçadeiras na areia, em bancos de madeira sob o guarda-sol, caminhando pela orla ou nos píeres para fotografar barcos, a única coisa que há para se fazer ali é relaxar na companhia de uma cerveja ou drinque (US$ 7,50 a piña colada). Hotéis abrem as portas-balcão dos seus quartos térreos direto sobre a praia.
O almoço pé na areia foi no Moomba (moombabeach.com), restaurante e clube de praia com trilha sonora americana e comida entre praiana e Tex-Mex. Para não perder: a salada de melancia com queijo camembert e castanhas da entrada (US$ 10). Gostosas também estavam as fajitas de frango, fartamente apimentadas (US$ 15).
Sentiu falta das divi-divis? As sinuosas árvores típicas de Aruba apareceram em Eagle Beach, já no caminho de volta. Dali, a última parada foi no Royal Plaza, o shopping cor-de-rosa de três andares que é o cartão-postal de Oranjestad. Relógios, perfumes e joias sem impostos são vendidos ali. Dos produtos locais, há cosméticos feitos com aloe vera plantado na ilha. Mas vale a lembrança: fecha tudo às 18h.
Posts Relacionados

Bienal Literária de Taubaté recebe inscrições de escritores e editoras até 24 de outubro


Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro
