De acarajé a yakisoba, feira livre noturna agrada paladares em S. José

Criada há pouco mais de um mês, a feira noturna de São José dos Campos tem nas opções culinárias o seu principal destaque . Entre as delícias do evento, além do tradicional pastel, fica difícil resistir às ofertas de milho cozido, acarajé, yaksoba ou sobremesas que conferem aromas e sabores à feira livre.

Escrito por: João Pedro Teles4 min de leitura
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Criada há pouco mais de um mês, a feira noturna de São José dos Campos tem nas opções culinárias o seu principal destaque . Entre as delícias do evento, além do tradicional pastel, fica difícil resistir às ofertas de milho cozido, acarajé, yakisoba ou sobremesas que conferem aromas e sabores à feira livre.

Nas barracas, tudo é preparado na hora, o que resulta naquele sabor inconfundível que só a feira livre parece conseguir oferecer. A maioria das receitas é de família. E, além do gosto apurado, trazem consigo também uma bagagem cultural.

É o caso da banca do acarajé. A receita genuína de Salvador é preparada pela baiana Maria Bitencourt. De acordo com ela, o cuidado criterioso com os ingredientes é o segredo da receita. Azeite de dendê, vatapá e feijão fradinho vêm direto do Mercado Municipal de São Paulo. Já o camarão defumado, item mais difícil de encontrar em boa qualidade por esses arredores, é comprado diretamente da capital baiana.

“O camarão vem por correio mesmo. Encomendamos de amigos que moram lá para garantir que a receita seja a mais fiel possível àquela que servimos na Bahia”, explica.

Já na banca especializada em receitas com milho, a ordem é aproveitar ao máximo o alimento. Além dos tradicionais cural, suco de milho e pamonha -são cerca de 500 por edição da feira-, a novidade para os dias mais frios é uma sopa à base de creme de milho, a Chica Louca.

“É um creme de milho com a consistência de uma sopa um pouco mais grossa. Acrescento cheiro verde, frango desfiado, bacon, calabresa, carne seca e cebolinha. Quem vem à feira tem gostado bastante da novidade”, explica Lidiane Freitas, mineira de Uberaba que há 28 anos vive de criar receitas a base de milho.

Próximo dali, a equipe do feirante Eduardo Hoshi se desdobra para atender pedidos de rolinhos primavera, yakisoba e tempurás. As receitas da culinária chinesa fazem sucesso entre os visitantes da feira. Cada rolinho custa R$ 2,50 e cerca de 300 são vendidos a cada quarta-feira.

“É o que mais sai mesmo. Mas também temos bastante pedido de yakisoba. O ritmo da cozinha é acelerado para dar conta de tudo, mas já estamos acostumados”, explica.

Pastel
Mesmo com tantas opções disponíveis para matar a fome, o protagonista gastronômico da feira é realmente o pastel. No evento, duas barracas oferecem o salgado. As duas vendem mais de 800 pastéis a cada feira.

Para um dos membros da equipe do Caminhão do Pastel, Thiago Silveira, a feira livre noturna tem surpreendido pelo volume de vendas. De acordo com ele, a experiência é o segredo do sucesso do pastel de feira.

“Mesmo para a gente, que tem bastante experiência vendendo nas feiras, as vendas surpreendem. Nossa barraca vende mais ou menos 600 pastéis por edição. Acho que o pastel de feira é diferente dos outros porque sai muito, então a massa e os ingredientes estão sempre frescos. Também tem a experiência que vamos adquirindo ao longo dos anos, que garantem o ponto certo da fritura, o ponto do recheio e a hora certa de servir”, afirma.

Expansão
Com o sucesso de público da feira livre noturna de Santana, em breve São José deve contar com edições da feira em outras localidades. Um projeto de lei que libera o funcionamento das feiras noturnas foi aprovado na Câmara. Horários e locais vão ser determinados pela prefeitura

A feira funciona toda quarta-feira, das 17h às 22h, em frente ao Parque da Cidade, em Santana.

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