Descanso merecido para bolsos variados
Mergulho, trilha, pôr do sol, há muito o que fazer em Fernando de Noronha


Pousada Maravilha, no Sueste, em Fernando de Noronha
Divulgação
Basta um pouco de bom senso para perceber que estar em Noronha já é um privilégio. Por se tratar de um destino essencialmente ao ar livre ou subaquático, o lugar em que o viajante menos deveria passar tempo é no quarto da pousada. Isso no melhor dos mundos, claro. Em caso de chuva – comum na baixa temporada – este pode acabar sendo seu refúgio. Do plebeu ao monarca, as opções de acomodação são tão variadas quanto os preços. Em comum, todas prezam por um café da manhã realmente farto e caprichado. Muitas oferecem Wi-Fi, ainda que o sinal na ilha seja instável.
Como quase tudo em Noronha, a hospedagem é cara. Talvez até seja o que impulsione os preços altos praticados por toda a parte. As acomodações mais simples são quartos em casas de moradores transformadas em pousadas, como a do Eli, com estrutura razoável e diárias desde R$ 309 por casal, e a do Bita, desde R$ 385. No continente, dificilmente cobrariam esses valores.
Entre as menos caras, vale pesquisar para encontrar o melhor custo-benefício, como a Mar Atlântico. Confortáveis, os quartos custam desde R$ 399 e ostentam em suas paredes xilogravuras exclusivas do mestre cordelista J. Borges. Na mesa, um café da manhã que dá vontade de passar o dia comendo – prove a crepioca (mistura de crepe e tapioca) e o bolo de macaxeira.
Na mesma linha, a Pousada da Villa oferece estrutura correta por R$ 511, apesar da localização na Vila do Trinta, a 15 minutos a pé da Vila dos Remédios. Já o Hotel Dolphin, no rol dos mais antigos da ilha, garante uma convidativa piscina a partir de R$ 498 por dia.
Em grande estilo
De alguma maneira, Noronha parece ter encontrado no conforto a redenção para seu isolamento. Localizada na Vila do Vai Quem Sabe sem número, a poucos passos da Praia do Sueste, a Pousada Maravilha é perfeita para casais apaixonados. Com uma média de cinco funcionários para cada um dos oito quartos, preza pelo atendimento exclusivo para justificar diárias a partir de R$ 2 025.
Quase sinônimo de sofisticação, a Zé Maria concilia luxo e despojamento. A vista da piscina para o Morro do Pico é marca registrada do local, cujos restaurante e festa de réveillon são referências na ilha. Na baixa, as diárias começam em R$ 738.
Sem a autenticidade nem a paisagem do Zé Maria, a Triboju se esmera com suítes temáticas e decoração africana para oferecer uma experiência distinta – a rede na varanda do bangalô luxo (R$1.528). Sob o mote do ecologicamente correto, a Teju-açu foi erguida com madeira de reflorestamento, mas encanta no charme sóbrio de seus bangalôs (desde R$ 1.389) e na complexidade de sua gastronomia.
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