Descubra Paris como um parisiense
Lua de mel e Paris, tudo a ver, que maravilha. Mas como sair bem nas fotos se os pontos turísticos costumam estar sempre abarrotados de gente? Stefanny Campagnaro e Lorenzo Fontes Esposito encontraram a solução: graças à dica de uma turista americana, contrataram o serviço da Localers, agência com pouco mais de um ano que propõe serviços personalizados na capital francesa. “O passeio teve a duração de três horas e foi simplesmente fantástico, assim como o resultado das fotografias”, relembra ela. “O fotógrafo conseguiu captar imagens deslumbrantes.”


Guias mostram aos viajantes não apenas os pontos turísticos, mas como é morar em Paris
Divulgação/Localers Brasil
Lua de mel e Paris, tudo a ver, que maravilha. Mas como sair bem nas fotos se os pontos turísticos costumam estar sempre abarrotados de gente? Stefanny Campagnaro e Lorenzo Fontes Esposito encontraram a solução: graças à dica de uma turista americana, contrataram o serviço da Localers, agência com pouco mais de um ano que propõe serviços personalizados na capital francesa. “O passeio teve a duração de três horas e foi simplesmente fantástico, assim como o resultado das fotografias”, relembra ela. “O fotógrafo conseguiu captar imagens deslumbrantes.”
A Localers (localers.com/br) surgiu quando o francês Romain Raffard se deu conta de que não havia em Paris uma empresa que mostrasse a cidade como os moradores a vivem. E o slogan, “Paris como um parisiense”, convenhamos, não poderia ser outro. Os passeios têm preço fixo (desde 39) e número limitado de turistas.
A filosofia segue a linha dos já tradicionais walking tours, mas com uma diferença essencial, segundo a empresa: guias escolhidos a dedo para mostrar aos viajantes não apenas os pontos turísticos, mas como é morar em Paris.
O objetivo é fugir do óbvio sem descartar os pontos obrigatórios da cidade. E o melhor: sem ficar perdido na tradução. Afinal, boa parte dos tours pode ser feita com guias brasileiros, como a mineira Camila, que me ciceroneou pelas ruas do Marais, um dos bairros mais icônicos de Paris, ao longo de 3 horas.
Especializada em história da arte, Camila viveu no Marais e conhece atalhos que levam a pequenos pátios internos dentro de condomínios, lojas descoladas, dados históricos. Com ela descobri a simpática igreja de St. Gervais e St. Protais, do século 15, ignorada pelos turistas apesar de ficar atrás do Hôtel de Ville (a prefeitura). Entramos de um lado (Place St. Gervais) e saímos de outro, na pequenina Rue de Barres, que parece alheia às multidões que circulam a poucos metros dali.
Passamos pelo Village St. Paul (levillagesaintpaul.com), antigo convento transformado em espaço de artes, onde há galerias, cafés e até um mercado de pulgas – fique atento à programação.
Camila conta que adora se embrenhar pelas ruas deste bairro histórico e descobrir coisas novas. Área nobre no século 17, caiu em decadência durante a Revolução Francesa e permaneceu praticamente intocada durante a reconstrução da cidade no século 19, quando as ruas estreitas do centro deram lugar a avenidas amplas e largas, para deixar a região mais arejada e iluminada.
Hoje, apesar de turístico, o Marais segue frequentado por parisienses. Muitos judeus moram ali, o que se reflete no comércio – e nos feriados respeitados ali. Faça uma pausa na Rue des Roseirs, conhecida pelas casas de falafel. O servido no L’As du Fallafel é o mais famoso – há mesas, mas muita gente prefere a praticidade de pedir do lado de fora e comer em pé mesmo. O recheio é fartíssimo e o sabor, perfeito – preços desde 5,50.
Terminamos o tour observando Paris do alto, a partir do Centro Gerorges Pompidou, e sem pagar nada. Pouca gente sabe, mas é possível subir gratuitamente pelas escadas rolantes até o alto do edifício e, de lá, fotografar a cidade de um ângulo diferente.
Baratinho
Sem a companhia de Camila, mas com um grupo de aproximadamente 20 turistas, desbravei com o Discover Walks (discoverwalks.com) outro bairro parisiense: o Montmartre. Com um colete rosa, característico da empresa, o guia Olek aguardava o grupo na saída do metrô Blanche. De lá já se vê o moinho do Moulain Rouge, abarrotado de turistas à noite mas que, naquele horário matinal, apenas posavam para as fotos.
Seguimos serpenteando pelas labirínticas ruas do bairro, repleto de locações de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001). Olek apontou o Café des Deux Moulins, onde trabalhava a protagonista – voltei ali mais tarde, mas desisti do café depois de 20 minutos sentada na mesa, sem ser atendida.
Divertido e atencioso, Olek chamava a atenção aos detalhes. O apartamento onde viveu Picasso, os diferentes tipos de arte de rua, como os Space Invaders, espalhados por toda Paris. Paramos na curiosa escultura Le Passe-Muraille, criada por Jean Marais para homenagear o escritor francês Marcel Aymé, que mostra um homem atravessando a parede. Ainda houve tempo para falar do vinhedo de Montmartre, das fontes de água potável parisiense, e, claro, da principal estrela do bairro: a Basílica de Sacré-Coeur.
O tour é realizado diariamente, entre maio e outubro, e não tem preço fixo: ao final, você dá ao guia uma gorjeta que cabe no seu orçamento. Não há glamour, mas diversão e informação não faltam.
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