Do queer ao pós-punk: conheça a arte de Akira Umeda
Akira Umeda, um dos gestores de espaços da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo) e responsável pelas atividades da Galeria Helena Calil e do Museu Municipal de São José dos Campos tem mais de 20 anos dedicados às artes visuais com obras que passam pela estéticas queer, digital, pós-punk e oriental contemporâneas.












Akira Umeda, um dos gestores de espaços da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo) e responsável pelas atividades da Galeria Helena Calil e do Museu Municipal de São José dos Campos tem mais de 20 anos dedicados às artes visuais com obras que passam pela estéticas queer, digital, pós-punk e oriental contemporâneas.
O paulistano de 48 anos radicado em São José dos Campos produz arte em diversas técnicas. Participou de salões de cerâmica, fez arte em paper craft, gravuras, intervenções teatrais, manipulações digitais, colagens e fotografia são alguns dos recursos artísticos do neto de japoneses.
“Todas”, é o que Umeda responde sobre em qual técnica ele se sente mais à vontade criando, pista essa que o aproxima de um traço marcante de seu portfolio, a fuga da identidade.
“A constante transformação é justamente o elemento que busco valorizar nos meus trabalhos. Tenho como referências estéticas as que se afastam da personalidade, das questões identitárias e da expressão. Não creio que reforçar a identidade tenha sentido concreto no mundo atual, em que todas as fronteiras e limites tendem à diluição”, afirma o artista.
Pode-se observar esse desapego a apenas um estilo em obras que tendem ao abstrato e ao onírico, como em trabalhos em “Gravuras”, manipulações digitais de gravuras em metal do artista Cleverson Teixeira, de 1999, e “Manifestação”, imagens digitais feitas com a técnica raster (mapa de bits), de 2010.
Cultura queer-punk-oriental
Embora tenha fortes influências de linguagens orientais como do shunga (gravuras eróticas japonesas) e do butoh (representação teatral expressionista), Umeda é um entusiasta do mundo queer e pós-punk.
Em “Colagens, etc. 1980s – 90s” e “Póspânque” é possível ver que a crueza nas colagens dialoga com a uma atitude confrotadora dos anos 1980, época em que Umeda escutava as gravações do programa John Peel Sessions na BBC Radio 1, um dos mais importantes disseminadores do pós-punk.
A temática queer, estética que privilegia questões do público LGBTTT (Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) se destaca na criação de personagens masculinos nus sugerindo relações homossexuais, mas, mais do que isso segundo Umeda, tenta “valorizar tudo o que está fora dos limites heteronormatizados”.
Veja o portfólio de Akira Umeda na página do artista no Facebook.
Posts Relacionados

Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro

Mário Toledo lança segundo livro como coautor em São Paulo na semana de abertura da Bienal do Livro

Carmo Dalla Vecchia e Vanessa Gerbelli falam sobre a peça “Forever Young” no Meon Entrevista
