Eduardo Pombal fala das inspirações para a Tufi Duek
Sua careca reluzente de imediato nos remete a Buda. Em seguida, sua maneira calma e baixa de falar também deixa claro que o estado de espírito é zen – mesmo no furor do backstage, Eduardo Pombal, 48, continua calmo e monocórdico, além de visivelmente satisfeito.


Estilista à frente da Tufi Duek há 12 anos, Eduardo Pombal
Reprodução/Facebook/Tufi Duek
Sua careca reluzente de imediato nos remete a Buda. Em seguida, sua maneira calma e baixa de falar também deixa claro que o estado de espírito é zen – mesmo no furor do backstage, Eduardo Pombal, 48, continua calmo e monocórdico, além de visivelmente satisfeito.
À frente da Tufi Duek há 12 coleções, o estilista já sabe bem qual é a sua mulher ideal: sexy, forte e fatal. Ele abusa de fendas, silhuetas justas, botas com amarrações, vestidos e leggings, que são um prato cheio para suas musas. Nessa coleção, mais uma vez elas surgiram guiadas por Isabeli Fontana que, pela quinta temporada seguida, é modelo exclusiva da marca nas passarelas e na campanha.
De onde veio sua inspiração?
Tudo partiu do figurino do desenho animado Como Treinar o Seu Dragão. Eu me encantei com a protagonista, uma guerreira viking que vai para o front com os homens, mas super feminina. Depois, vi duas exposições em Londres que também tinham temática viking e resolvi aliar os mundos. Fiz muita pesquisa, cheguei a um ponto que trazia o artesanal do feito à mão e do couro dos vikings, com um pouco de fetiche e uma sensualidade de mulheres fortes, guerreiras contemporâneas.
E o ponto forte da coleção?
Não é muito elegante dizer isso, mas confesso que desta vez fui mapear as modelos com os looks e um por um eu achei forte. Em alguns desfiles, às vezes começamos com uma peça forte, outra forte, mas depois vem outras mais neutras… Dessa vez senti que o balanço final foi inteiro de impacto, com todas as peças contando uma história.
Como é o trabalho com a stylist Flavia Lafer?
Flávia já está conosco em uma parceria de quase cinco anos, então a sintonia é muito boa. Mas nós, que somos da criação, às vezes ficamos apegados a algumas peças, algumas coisas que achamos que vai ser o mais legal, então vem a stylist, que é a pessoa para quem damos abertura, e aponta que o mais legal da coleção é o que jamais estava esperando.
A coleção tem tecidos muito ricos e peças conceituais. Como será a coleção comercial?
Tento sempre fazer uma tradução mais fiel possível, só que mais barata, pois tenho que pensar também no preço para o consumidor final. Nessa coleção, peguei temas de estampas que serão bem fortes, mas que não estão no desfile. Aqui, optamos por aproveitar ao máximo o que podemos mostrar em um show como esse.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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