Em alto-mar, a magia de um encontro com golfinhos
A natureza mística das Ilhas Marício


É possível nadar com famílias de até 30 golfinhos, que ficam livres no mar
Cecília Cussioli/Estadão Conteúdo
Os deslocamentos em Maurício podem não ser tarefa das mais fáceis. As estradas até estão em estado razoável, mas a mão inglesa e o trânsito caótico tornam o aluguel de carro uma opção difícil. O transporte público é barato, mas ainda tento decifrá-lo. O melhor mesmo é reservar passeios em tours que o próprio hotel pode organizar.
Entre os períodos de ócio sem culpa nas praias, reserve um dia para acordar cedo e nadar com golfinhos selvagens. Diferente do modelo caribenho de interação com esses animais, aqui eles não são domesticados, nem mantidos em cativeiro. O encontro com grupos de até 30 golfinhos é uma experiência intensa. Pequenas lanchas para dez pessoas saem duas vezes ao dia (às 8 e às 11 horas) de Black River, na costa oeste. A presença de um guia é indispensável para manter a segurança e viabilizar o passeio.
Na teoria é simples: em alto-mar, a 20 minutos da costa, famílias inteiras de golfinhos estarão nadando em volta do barco Pule na água e junte-se a eles. Na prática, o feito é um pouco mais complexo: em geral, há mais de um barco tentando cercar os mesmos animais. E, na água, eles ganham em velocidade – assim, você mais observa que nada de fato junto da espécie.
Seja paciente e aproveite a água translúcida e quentinha do Índico para relaxar. Quando menos se espera, ali estão eles, dezenas de golfinhos a poucos metros de profundidade, prontos para serem fotografados.
Rumo ao Sudoeste da ilha, pode-se conhecer pequenas vilas de pescadores que mantiveram os costumes e tradições dos negros cristãos. Chamarel e Le Morne surgiram como quilombos no início do século 20, e eram símbolos de resistência dos escravos fugidos das fazendas de cana-de-açúcar. É impossível não lembrar do Nordeste brasileiro. Há inclusive uma versão reduzida das falésias de areia colorida das praias do Ceará.
RUM
Também com “jeitinho brasileiro” é o DNA do açúcar na economia e culinária local. Se nas nossas praias a caipirinha é a mais pedida, aqui o rum reina absoluto. No passeio guiado pela destilaria Chamarel é possível ver todas as etapas de produção da bebida. Vale pela degustação e para entender, afinal, qual a diferença para a nossa cachaça.
Em poucas palavras, os dois destilados são feitos a partir de espécies diferentes de cana em processos minimamente distintos: o rum vem do melaço (caldo de cana cozido), a cachaça da garapa (suco fresco de cana). Além disso, o teor alcoólico do rum supera os 48% permitidos pela legislação brasileira.
Na Chamarel é possível provar ainda o Vanilla Liquer (feito com Premium Rum) e os thé rhuns, que misturam a bebida aos sabores doces de coco, baunilha e café. Que podem, claro, ser levados para casa.
Posts Relacionados

Bienal Literária de Taubaté recebe inscrições de escritores e editoras até 24 de outubro


Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro
