Especial 369 anos de Taubaté: os filhos ilustres da cidade
Artistas taubateanos se destacaram no cenário nacional








Nesta sexta-feira (5) Taubaté comemora 369 anos. A cidade, referência nos cenários da música, cinema, literatura, jornalismo e entretenimento, é também reconhecida e lembrada pelos filhos ilustres.
Ao chegar na entrada da cidade, o visitante já é saudado com a frase “Capital Nacional da Literatura Infantil”, em alusão a Monteiro Lobato. O escritor nasceu em 1882 em terras taubateanas, onde também criou os personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo. Com eles, Lobato tornou-se precursor da literatura infantil no país e, em sua homenagem, a cidade abriga hoje o Museu Monteiro Lobato, localizado na casa onde o escritor viveu.
Além das páginas, Taubaté também figurou nas telas. A atriz e apresentadora Hebe Camargo, também taubateana, esteve na primeira transmissão da televisão brasileira, em 1950, e se tornou a rainha da TV no Brasil. Por diversas vezes, a rainha citava Taubaté com muito carinho e lembrava do amigo Amácio Mazzaropi, que foi criado em Taubaté. Mazzaropi se tornou um dos principais cineastas do Brasil, batendo recorde de bilheterias.
A memória dos artistas permanece viva em pontos da cidade como o Museu Mazzaropi e a escola de artes Fêgo Camargo, em homenagem ao pai de Hebe.
Pincéis
A cidade também foi berço de Clodomiro Amazonas, uma das referências nacionais da pintura paisagista. Amazonas nasceu em 1883 e foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, que revelou nomes como Tarsila do Amaral e Victor Brecheret.
Além de Clodomiro, a introdutora do impressionismo no Brasil, Georgina de Albuquerque, também é natural de Taubaté. Georgina foi a primeira a pintar um quadro histórico, o retrato da reunião que decidia a independência do Brasil, em 1922. Em homenagem a artista, a cidade mantém o espaço cultural, que carrega seu nome, na Câmara Municipal.
Música
Celly Campelo, dona do sucesso da década de 50, Estúpido Cupido, foi criada em Taubaté. Sua voz foi ao rádio pela primeira vez na taubateana Rádio Cacique -hoje da rede Jovem Pan- onde a cantora tinha seu próprio programa de rádio, em 1955.
A voz mais famosa do Brasil também é de um taubateano, Cid Moreira. O jornalista começou sua carreira na Rádio Difusora, que ainda mantém programação em Taubaté. Como apresentador, Moreira foi reconhecido pelo Guiness Book como o âncora que permaneceu mais tempo a frente de um telejornal, por ter atuado durante 25 anos no Jornal Nacional, de 1969 a 1996.
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