Gente com fome de criar
Ele já foi citado pelo site L’Arcobaleno – uma espécie de guia do consumo descolado em Nova York – como o motor propulsor da cena do design na cidade. Trafega com desenvoltura pelos universos da moda e das artes locais e, com suas fotografias, contribui regularmente para revistas e livros do segmento. Sempre em busca de novidades, desde que abriu a galeria que leva seu nome, em setembro de 2000, tornou-se célebre por sua seleção incomum de móveis e iluminação, de tempos em tempos, reciclada por mostras de artistas convidados.


Móveis de Sergio e Jack Fahrer na galeria do americano Patrick Parrish
Divulgação/Estadão Conteúdo
Ele já foi citado pelo site L’Arcobaleno – uma espécie de guia do consumo descolado em Nova York – como o motor propulsor da cena do design na cidade. Trafega com desenvoltura pelos universos da moda e das artes locais e, com suas fotografias, contribui regularmente para revistas e livros do segmento. Sempre em busca de novidades, desde que abriu a galeria que leva seu nome, em setembro de 2000, tornou-se célebre por sua seleção incomum de móveis e iluminação, de tempos em tempos, reciclada por mostras de artistas convidados.
Fã assumido do design brasileiro, o galerista americano Patrick Parrish confessa que não tinha ideia do que encontraria por aqui. Isso até sua recente visita a São Paulo, durante o Design Weekend, em agosto. “Encontrei gente jovem, com fome de criar. Pronta para fazer grandes coisas no futuro”, contou ao Casa, por e-mail, de Nova York.
Após sua visita a São Paulo, como avalia a cena do design no Brasil?
Sempre fui um grande admirador, mas confesso que estava um pouco intimidado antes de viajar. O país me parecia tão grande e distante. Eu não sabia nem por onde começar. Mas, uma vez que cheguei a São Paulo, percebi o quão agradável e produtivo seria. Não tinha ideia de como a cena local de design é vibrante e diversificada. Conheci muita gente com trabalho atual. Com uma linguagem própria, forte e instigante. Pretendo voltar.
Na sua opinião, quais os nomes mais promissores?
Gosto do trabalho de Zanini de Zanine, especialmente quando ele usa madeira. Hugo França é uma força da natureza, além de uma pessoa doce e generosa. O que ele faz pelos espaços públicos deveria ser aplicado também por aqui, nos Estados Unidos. Nos móveis de Paulo Alves vejo manifesto o espírito dos grandes mestres do design brasileiro, o que me deixou muito satisfeito. Mas devo dizer que fiquei encantado com o trabalho de Jader Almeida.
Por alguma razão em particular?
Ele é jovem mas, ao mesmo tempo, alguém que merece ser observado de perto, não só pelo Brasil, mas por todo o mundo. Seu trabalho é contemporâneo, atemporal e muito elegante. Seus móveis fazem bonito estejam onde estiverem: no Brasil, no Japão ou em qualquer outro lugar.
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