Fãs da trilogia “Cinquenta tons de cinza” varam a madrugada no cinema

Espectadores fizeram fila para acompanhar pré-estréia do filme Thiago Fadini/Meon Após grande expectativa e ansiedade de milhões de leitores, chegou aos cinemas de todo o país nesta quarta-feira (11) o filme “Cinquenta Tons de Cinza”, o primeiro da trilogia literária escrita pela inglesa Erika Leonard James. A pré-estréia do romance erótico reuniu mais de 500 […]

Escrito por: Thiago Fadini3 min de leitura
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Espectadores fizeram fila para acompanhar pré-estréia do filme

Thiago Fadini/Meon


Após grande expectativa e ansiedade de milhões de leitores, chegou aos cinemas de todo o país nesta quarta-feira (11) o filme “Cinquenta Tons de Cinza”, o primeiro da trilogia literária escrita pela inglesa Erika Leonard James.

A pré-estréia do romance erótico reuniu mais de 500 espectadores, entre jovens e adultos, nas salas do cinema Kinoplex, no Vale Sul Shopping, zona sul de São José dos Campos. Filas para entrar nas duas salas reservadas para o longa e para a compra da tradicional combinação de pipoca e refrigerante atrasaram a exibição em cerca de meia hora. A sessão, que tem duas horas e cinco minutos, terminou por volta das 2h30.

Antes de entrar nas salas, a expectativa de alguns era grande. “Li todos os livros, aí quando vi que ia lançar o filme, eu vim. Estou muito ansiosa, não via a hora de chegar hoje”, contou Mariana Neli, 18, que comprou o ingresso pela internet três dias antes da pré-estréia. Por outro lado, houve também quem foi para o cinema “arrastado” pelos amigos. “Vim mais pelas amigas. Eu não li os livros, mas elas leram, me contaram, me animaram e acabei vindo”, disse Murilo Diniz, 20. A mesma situação se repetiu para Natalia Villar, 23, que parou de ler a história na metade da obra. “As amigas obrigaram, aí não teve jeito”.

Grande parte dos espectadores que estavam presentes na pré-estréia de “Cinquenta Tons de Cinza” acompanhou atentamente à exibição, esboçando e deixando escapar reações na sessão. Suspiros e “uivinhos” nas cenas eróticas entre Anastasia Steele e Christian Grey se propagaram. Frases como “mãe, cobre o olho agora!” e “ai, que vergonha” se ouviram durante os momentos picantes que chamaram a atenção do público nos livros.

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Trecho do filme “Cinquenta tons de cinza”

Reprodução

Visível foi a interação dos fãs com o humor simples demonstrado nos diálogos entre os protagonistas e, ao término do filme, a surpresa dos espectadores no corte de cenas de sexo explícito tratadas com extrema riqueza de detalhes na trilogia escrita. “O livro é erótico e o filme foi muito romancinho. Então acho que não retratou em nada a história original, o intuito do livro. Achei que aconteceu tudo muito rápido e faltaram algumas partes mais importantes”, opinou Natalia Villar.

Em contrapartida, quem gostou sentiu que tanta ansiedade pela exibição valeu e muito a pena. “É uma história bem diferente (risos), nunca li uma história assim, é muito detalhe, muita informação. Só me identifiquei (com Anastasia) por ela ser tímida, então só por isso”, falou Mariana Neli. E para os que foram às cegas ao cinema, fica a promessa de se aprofundar no romance de Anastasia Steele e Christian Grey. “Depois daqui com certeza vou ler”, disse Murilo Diniz.

Trilogia

“Cinquenta Tons de Cinza”, “Cinquenta Tons Mais Escuros” e ‘Cinquenta Tons de Liberdade” fazem parte da trilogia escrita pela britânica Erika Leonard James. O primeiro livro foi lançado em 20 de junho de 2011 e vendeu mais de dez milhões de cópias nas primeiras seis semanas. Revistas americanas como a “Variety” e “The Hollywood Reporter” classificaram o filme como um auto-retrato do livro, comparando-o com outras obras que contém cenas de sexo explícito.

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Murilo Diniz foi ao cinema incentivado pelas amigas

Thiago Fadini/Meon

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