Festival Satyrianas agita a Roosevelt
Pouco depois das 18h de quinta-feira, logo após Rodolfo García Vázquez, Ivam Cabral e a equipe do Festival Satyrianas darem início ao evento, uma performance mostrava artistas descendo, por meio de cordas, o prédio da SP Escola de Teatro. Os performers flutuavam no ar em um mundo paralelo, que se refletiu durante todo o festival. Durante as…

Pouco depois das 18h de quinta-feira, logo após Rodolfo García Vázquez, Ivam Cabral e a equipe do Festival Satyrianas darem início ao evento, uma performance mostrava artistas descendo, por meio de cordas, o prédio da SP Escola de Teatro. Os performers flutuavam no ar em um mundo paralelo, que se refletiu durante todo o festival.
Durante as prometidas e já tradicionais 78 horas de programação, a Praça Roosevelt realçou duas de suas características: a de ser um lugar democrático e a de ser um reduto do teatro.
De longe se avistava a multidão que tomava a praça, mais notavelmente à noite, com a programação em uma mão, cerveja na outra, nas filas para comprar os ingressos. O público se misturava com nomes do teatro paulistano que circulavam por ali – como o sempre presente Gero Camilo, a atriz Paula Cohen e diretores como Luiz Fernando Marques (Grupo XIX de Teatro) e Ruy Cortez (Companhia da Memória) -, moradores e skatistas que, com ou sem Satyrianas, aproveitam o concreto uniforme da praça.
Novidade desta edição, a Feirinha Gastronômica foi um acerto, ampliou ainda mais o movimento e criou um ambiente mais calmo, com massagens a um real por minuto e eventuais vendedores de poesia. “Só achei que tinham poucas opções vegetarianas”, diz Mônica Hirano, 22, estudante de administração da FGV que variou entre samosas (pasteis indianos) de queijo e paletas mexicanas.
Um dos grandes sucessos das Satyrianas foi a programação do Dramamix, com encenações dramáticas de textos escritos por dramaturgos convidados, especialmente para o festival. As filas para a compra de ingressos na SP Escola de Teatro eram constantes e os horários não configuravam impedimento para o público: com início às 0h30 de sábado, por exemplo, a leitura de Sombrio Gêmeas – texto de Alessandro Toller encenado pelas gêmeas Fernanda e Roberta Stein – lotou uma das salas da escola.
O evento, que começou às 18h da última quinta e terminou às 23h59 do domingo, 23, reuniu mais de 600 apresentações artísticas em 43 lugares da Praça Roosevelt e arredores.
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