Florianópolis, a capital com frescor criativo

Lagoinha do Leste clicada do alto Thiago Momm/Estadão FLORIANÓPOLIS – Florianópolis vive, hoje, a fúria do novo. Desde que o século virou, a população da cidade cresceu 35%, o número de carros praticamente dobrou e o de turistas mais que isso, sendo hoje mais de um milhão na alta temporada. O bairro açoriano Santo Antônio […]

Escrito por: Thiago Momm2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
2015_turismo_floripa_thiagomomm

Lagoinha do Leste clicada do alto

Thiago Momm/Estadão


FLORIANÓPOLIS
– Florianópolis vive, hoje, a fúria do novo. Desde que o século virou, a população da cidade cresceu 35%, o número de carros praticamente dobrou e o de turistas mais que isso, sendo hoje mais de um milhão na alta temporada.

O bairro açoriano Santo Antônio de Lisboa despontou na gastronomia, Jurerê Internacional nas festas de luxo, a praia Mole no turismo gay. Construções ressaltaram no mapa áreas como Novo Campeche e Canajurê. A Lagoa da Conceição se tornou uma meca mais profissionalizada dos tranquilos, e mesmo uma rodovia, a SC-401, que leva às praias do norte, se tornou centro de trabalho e atração turística, pelo crescimento e qualidade do comércio.

Nas listas ou guias de principais restaurantes, bares e clubes, chama a atenção a quantidade de lugares abertos há menos de cinco anos. Jornais mundiais vieram tocar as trombetas, mais estrangeiros chegaram.

Mas a fúria do novo, ainda bem, convive com a impassibilidade do antigo. Florianópolis continua sendo a cidade das fortalezas históricas, do esporte, das tainhas e camarões, de praias familiares e outras só acessíveis por trilhas. Grandes áreas, como Rio Vermelho ou os bairros mais ao sul, têm alma e sotaque bastante preservados. Ali, é possível passear pelos anos 1970 ou 1980, quando a ilha tinha menos de 200 mil habitantes e algumas estradas de acesso ao norte e ao sul posavam para fotos com um carro isolado na paisagem.

Florianópolis é também uma cidade que não para de ganhar praias, aliás. A lista oficial de 42 passou a cem e hoje há quem catalogue 117. Rodrigo Dalmolin, trilheiro que mapeia recantos que o Google Earth ignora e que está escrevendo um livro sobre trilhas e caminhos ilhéus, diz serem mais.

Diz e comprova com fotos. Este jornalista já trilhou com ele e aprendeu que uma cidade ainda com cerca de 50% de área verde tem sempre mais atrativos do que parece.

Publicado em: