Inspirado em pedreiro, jacareiense faz vídeo e vence prêmio no Pará

A dupla Costa&Brito, da qual faz parte Lucas Costa e o jacareiense Bruno Brito, ganhou prêmio da 33ª edição do salão de artes Arte Pará no começo de outubro.

Escrito por: Renan Simão2 min de leitura
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“Atividades”, de Costa&Brito, venceu o Arte Pará no começo do mês

Reprodução/Vimeo

A dupla Costa&Brito, da qual fazem parte o campinense Lucas Costa e o jacareiense Bruno Brito, ganhou prêmio da 33ª edição do salão de artes Arte Pará no começo de outubro, realizado no Museu do Estado do Pará, em Belém.

A obra de vídeo-arte “Atividades”, vencedora do concurso, busca um equilíbrio onde parece não existir. Uma cena é da dupla fazendo cavaletes do metrô ficarem suspensos entre si por uma corda de ferro. Outra é suportar, com o auxílio de uma escada apoiada na parede, uma pessoa (Bruno) em cima de uma cadeira. Vê-se o improvável tornar-se simples.

“Gostamos muito de arquitetura e construção civil. Principalmente do trabalho dos pedreiros. Eles são gênios. As soluções que eles dão em uma obra são coisas que um engenheiro não pensaria”, afirma Brito, 22 anos.

Costa é formado em artes visuais em no Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em São Paulo, e Brito está no último ano do mesmo curso. As locações de “Atividades” foram os arredores da estação do metrô Barra Funda, que fica perto da faculdade e põe carros, ônibus, gente e seus ruídos como parte do vídeo.

Eucalipto
Brito, que foi grafiteiro, conta que teve influência no ponto de vista da geometria do artista Matheus Mats, também de Jacareí, e diz que o vídeo não tem uma intenção definida senão mostrar “soluções técnicas com conceitos básicos”. O uso de tábuas, madeiras, escadas, escoras e cadeiras denotam a procura pela praticidade, como no trabalho do pedreiro, mas inserindo o corpo no processo artístico.

“Colocar uma cadeira apoiada numa escada na parede pode ser normal, mas quando uma pessoa está lá em cima, em risco, gera uma potência. Nós vamos testando esses conceitos e colocando o corpo no meio de tudo”, diz Brito, lembrando que a primeira experiência da dupla a estudar peso, contrapeso e equilíbrio foi num eucalipto, em Bragança Paulista, que resultou nesta fotografia, a primeira das atividades.

No Arte Pará, a Costa&Brito dividiu o prêmio de R$ 35 mil com outros três trabalhos do salão paraense. “Atividades” fica exposta no museu até 9 de dezembro.

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