Itália: rumo à Sicília, em busca dos antepassados
Onde será que ficava e como teria sido a casa da nonna do nonno, tanto tempo atrás, lá na Itália natal? A curiosidade sobre as origens familiares que leva muitos dos 30 milhões de brasileiros descendentes de imigrantes italianos a embarcarem para o país europeu – ou a sonharem durante muito tempo com a viagem – levou a Sicília a criar um programa para tirar proveito turístico de tal interesse.


Representação da Grande Guerra para turistas na região da Sicília
Reprodução/Facebook/Paio Di Romano d’Ezzelino
Onde será que ficava e como teria sido a casa da nonna do nonno, tanto tempo atrás, lá na Itália natal? A curiosidade sobre as origens familiares que leva muitos dos 30 milhões de brasileiros descendentes de imigrantes italianos a embarcarem para o país europeu – ou a sonharem durante muito tempo com a viagem – levou a Sicília a criar um programa para tirar proveito turístico de tal interesse.
Batizada de “Retorno às origens”, a iniciativa consiste em roteiros montados sob medida para que o viajante brasileiro descubra e visite as comunes (vilas ou cidades) onde nasceram e viveram seus antepassados. A pesquisa é feita pela Unione Nazionale Pro Loco d’Italia (Unpli), órgão ligado ao governo italiano que tem, entre suas funções, preservação, resgate e promoção do patrimônio.
A Unpli tem acesso aos registros de nascimentos de mais de 7 mil localidades por toda a Itália e não faz a pesquisa de antepassados desvinculada dos roteiros turísticos. Os pacotes serão vendidos pelas cinco operadoras que integram o Clube Itália Brasil (clubeitaliabrasil.com.br): Agaxtur, Flot, Monark, New Age e Soft Travel.
“É um tipo de turismo de volta”, disse o presidente da Unpli Sicília, Antonino La Spina, durante o lançamento do projeto na 42ª Abav – Expo Internacional de Turismo (mais informações no texto ao lado), na semana passada, em São Paulo.
Formato básico. Em parceria com duas operadoras locais, a Unpli montou um roteiro básico de dez dias que será adaptado de acordo com o resultado da pesquisa de origens feita para o turista em questão – o preço vai depender da mesma variável. Catânia, Taormina, Agrigento, Palermo e Roma estão na rota. Dois dias serão dedicados à região natal da família – A Unpli promete até mesmo promover o encontro com parentes ainda vivos, se existirem.
“O turista brasileiro será recebido pelo prefeito da comune e ganhará um certificado de que seus antepassados nasceram ali”, disse La Spina.
Ainda segundo o presidente da Unpli Sicília, o brasileiro precisa informar nomes e sobrenomes dos parentes italianos, a data e a região siciliana de nascimento. É possível pesquisar registros desde o começo do século 20. “Em alguns casos, até antes disso”, disse La Spina. “Vai depender dos documentos disponíveis em cada comune.”
Para os interessados em cidadania italiana, vale informar: por enquanto, a entidade não auxilia na busca dos documentos exigidos neste processo.
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