Já é Natal na Islândia?
Quem desembarcar a partir de outubro na pequena capital Reykjavik (lê-se Reiquiavique), onde vive a maioria dos 320 mil islandeses, vai achar que o Natal já chegou. É que, para amenizar a escuridão cada vez maior (em 24 de dezembro, o país costuma ter só duas horas de sol), a cidade já se enche de luzes coloridas. E a decoração inspirada em 13 papais noéis travessos é apenas mais uma peculiaridade desse lugar único.


A partir de outubro a capital Reykjavik já se enche de luzes coloridas
Divulgação/Vida na Islândia
Quem desembarcar a partir de outubro na pequena capital Reykjavik (lê-se Reiquiavique), onde vive a maioria dos 320 mil islandeses, vai achar que o Natal já chegou. É que, para amenizar a escuridão cada vez maior (em 24 de dezembro, o país costuma ter só duas horas de sol), a cidade já se enche de luzes coloridas. E a decoração inspirada em 13 papais noéis travessos é apenas mais uma peculiaridade desse lugar único.
Há outras diferenças curiosas. A começar pela paisagem urbana. Em meio a casas baixas de tetos e paredes forradas de alumínio colorido, a igreja que se destaca é a Hallgrímskirkja, parecida com um foguete, símbolo do protestantismo luterano, principal religião do país. De dia, o programa mais corriqueiro é relaxar nas mais de 15 piscinas quentes espalhadas pela cidade. Ponto de encontro de todas as gerações, os banhos públicos são formados por várias banheiras coletivas com temperaturas que variam dos 38 aos 44 graus. A entrada é mais barata que uma cerveja.
Cerveja, por sinal, era algo proibido até 1989, para não prejudicar o consumo do tradicional destilado brennivin. Hoje, beber e cair na balada é parte da cultura reiquiaviquiana nas noites claras do verão – quando o sol brilha durante toda a madrugada. “Mesmo no inverno, a noite sempre ferve até as 5 horas da manhã”, conta George Leite, baiano radicado no país há 16 anos, dono do bar e microcervejaria Kaldi (kaldibar.is). “Aqui, qualquer cliente pode sentar e tocar o piano da casa”, diz.
O programa da noite pode ser o piano do Kaldi, o DJ do animado Kaffibarin (kaffibarinn.is) ou um pacato dueto no Rosenberg Café: a boa música islandesa será sempre parte da trilha. De dia, os islandeses fogem do frio em cafés como o Stofan e o Tíu Dropar, com espaços aconchegantes no subsolo que parecem a casa da vovó.
Nos 60 restaurantes da cidade encontra-se lugares para degustar da nova cozinha nórdica até comidas locais estranhas, como carne de baleia, cavalo, tubarão e puffin, um passarinho bem diferente que migra para lá durante o verão. Ao ar livre, dois caminhões de comida de sucesso vendem cachorro quente – onde até o ex-presidente norte-ameriano Bill Clinton já comeu, como mostra o cartaz – e sopa de lagosta. Este último fica diante do mercado de pulgas das manhãs de sábado, onde as típicas malhas islandesas não saem por menos de R$ 200.
Fora da caixa
São os grafites e estátuas de rua que fazem lembrar outra boa habilidade islandesa: artes. “Acho que o clima nos deixa tanto tempo hibernando em casa que aprendemos a pensar fora da caixinha”, define o guia Magnus Johansson.
Com mais de 30 museus e galerias de arte, Reykjavik tem uma cena cultural intensa – o jornal quinzenal gratuito em inglês The Reykajvík Grapevine (grapevine.is) lista a programação. Entre os museus, vale visitar o passado no das Sagas (sagamuseum.is) ou no 871+2 (reykjavikmuseum.is), que conta a história dos primeiros assentamentos. Ah, e tem o bizarro Museu do Pênis (phallus.is).
Basicamente com 200 órgãos masculinos de várias espécies animais conservados em formol, o lugar é bem pequeno. Mas tamanho, aqui, não é documento.
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