Johannesburgo jovem e criativa
Entre artes e antiguidades, bares para descontrair


Entre artes e antiguidades, bares para descontrair
Mônica Nóbrega/Estadão
Era manhã de segunda-feira, algo que não tem a menor importância quando se está viajando, mas que me foi lembrado pela movimentação de trabalhadores na frente da Amatuli. A loja, enorme nos seus quatro andares, vai crescer mais com o acréscimo de um bar na entrada – obra que estava na fase de empilhar e cimentar tijolos naquele dia.
Outros dois bares já existem ali. O da cobertura abriga uma festa diurna no primeiro domingo do mês, com vista para um vale verde e a silhueta do bairro de Sandton, o primeiro quando se olha para o sul. O do piso intermediário abre às quartas-feiras servindo champanhe e vinho (35 rands, R$ 8,80 a taça), mojito e as cervejas artesanais que estiverem disponíveis.
Em comum, os dois têm a cara do tipo de produto que se vende na Amatuli: móveis, antiguidades, bibelôs e quinquilharias africanas em geral. Um achado, lugar ótimo para comprar antiguidades originais e réplicas, presentinhos de baixo custo como bijuterias, e aquisições mais pretensiosas para levar para casa como “a” lembrança da viagem.
“Coleciono arte africana há anos”, conta o proprietário Mark Valentine. Para ele, “todo lugar neste país é decorado em estilo europeu, como se não tivéssemos identidade”, e é por isso que apresenta pacientemente seu acervo aos compradores. Muitos hotéis e lodges de safári vão ali em busca de itens para decorar seus espaços. A Amatuli fica no bairro de Krammerville, bem no norte – do centro, leva quase uma hora
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