Los Angeles: ruas recheadas de histórias do cinema
Não há muito como (nem porquê) escapar: Los Angeles também é sinônimo de Hollywood. Escolher essa região para a temporada na cidade leva a um mundo quase tão fantasioso como o dos filmes.


Letreiro de Hollywood, Los Angeles, USA
Divulgação/CreativeCommons/Wikimedia
Não há muito como (nem porquê) escapar: Los Angeles também é sinônimo de Hollywood. Escolher essa região para a temporada na cidade leva a um mundo quase tão fantasioso como o dos filmes.
No Hollywood Boulevard, desde a Calçada da Fama às luzes dos outdoors, tudo faz referência ao cinema, num cenário em que glamour e decadência andam lado a lado.
As réplicas de cera com feições perfeitas de personagens, que anunciam o Museu Madame Tussauds (madametussauds.com/hollywood; US$ 26,95) logo ali contrastam com atores reais fora de forma, pouco preocupados com a barriga saliente na justa fantasia de um herói qualquer. Não estranhe se der de cara com o Homem de Ferro e o Batman dividindo os dólares da gorjeta da turista que pediu para posar ao lado deles. É possível até ouvir lamentos, em voz metálica, pela temporada ruim do ano passado.
Quase de frente para o Teatro Dolby, o do Oscar, o clássico hotel Hollywood Roosevelt (thompsonhotels.com; desde US$ 279) é, por si só, uma atração e conta um pouco da história da região. Imperdível para quem quer ficar perto da badalação e, quem sabe, encontrar uma celebridade.
Explicando melhor: após a première de Malévola, no fim de maio, Angelina Jolie e Brad Pitt jantaram em um de seus restaurantes. O hotel abriga a sala onde foi realizada a primeira cerimônia do Oscar, em 1929, e se orgulha de ter sido a residência, por alguns meses, de Marilyn Monroe. Aonde à atriz está por toda parte, em belos retratos nos corredores e até uma suíte com seu nome. O local alimenta a lenda de que o espírito da estrela vive por ali e gosta de tomar banho na milionária piscina pintada pelo artista David Hockney.
À la baixo augusta
A algumas quadras do hotel pelo Hollywood Boulevard, no sentido leste, a atmosfera cinematográfica dá lugar a um clima alternativo. Salões de cabeleireiros e vitrines repletas de looks drag queen lembram parte da Baixa Augusta, em São Paulo. A rua fica movimentada até tarde, mas é bom ficar alerta se decidir ir sozinho. Evite trechos com pouca iluminação. Relatos de pequenos furtos não são raros.
Para os amantes de música e cultura pop, a visita à icônica Amoeba Music (amoeba.com) é mandatória. Duas quadras para baixo da Hollywood Boulevard, na Sunset com a Cahuenga, a loja fascina pela quantidade e variedade de CDs, vinis, DVDs, pôsteres, coletâneas e tantos outros itens, novos ou usados. Fique de olho na programação, já que a Amoeba costuma promover shows de grandes bandas, de graça, para seus visitantes.
Das ruas de Hollywood, é possível ver o famoso letreiro no alto do morro quase todo o tempo. Se der vontade de vê-lo mais de perto, uma opção é fazer uma visita guiada pelo Griffith Park (laparks.org).
É preciso ter disposição para uma grande e íngreme caminhada. Um passeio de 2h30 com a Bikes and Hikes LA (bikesandhikesla.com) sai por US$ 52 (R$ 115) por pessoa. O guia leva ao ponto mais próximo do letreiro, enquanto conta a história do empresário Griffith J. Griffith, que doou a área a Los Angeles.
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