#MeonNaEstrada: de São José às águas geladas e deserto do Chile
Jornalista relata experiências em um eclético roteiro no país andino














País com melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da América do Sul em 2014 (0,822) e considerado um dos mais estáveis na economia e política do continente, o Chile também é um dos que mais guardam diversidades culturais e biológicas.
A jornalista Natália Yoshida, 28 anos, escolheu o país andino para passar as férias e comemorar o aniversário. Uma viagem única que ela descreve para os fãs de turismo do Meon.
O que você mais gostou dos locais que visitou?
Em Santiago, me encantou a quantidade de parques e jardins bem no centro da cidade. Todos muito bem cuidados e agradáveis. Perfeito para dar um tempo da rotina. No Deserto do Atacama, todos os tours são deslumbrantes. A imensidão de terra, as cores em destaque com o céu sempre limpo. Em Vina Del Mar e Valparaíso, vale a pena se arriscar nas águas congelantes e dar uma volta nos ‘funiculares’ entre as casas multicoloridas.
Quais os locais que os internautas não podem deixar de visitar?
Segui as dicas de outros guias e escolhi o bairro Providencia para estadia em Santiago, mas a vida noturna não é lá das mais agitadas. O melhor local seria Bela Vista, com bares mais descolados e ruas bem movimentadas à noite, destaque especial para o The Clinic. No entanto, durante o dia, Providencia é bem completa, com dezenas de bancos, lanchonetes, centro comercial e um restaurante chamado Liguria, com decoração e atendimento impecáveis, lanches e pratos bem tradicionais e muito saborosos.
Pontos turísticos, eu acredito que todos devem ser visitados, afinal é esse o objetivo da viagem. Santiago tem muitos museus, bibliotecas e igrejas no estilo europeu. Todos eles valem uma passadinha rápida, com exceção dos ‘cerros’ (morros), que merecem um pouco mais do nosso tempo. Em especial o Cerro de Santa Luzia, que não segue padrões de um parque comum, cada trilha nos leva a esculturas e cenários diferentes e no mirante, vê-se Santiago inteira bem do centro.
O Deserto do Atacama, que possui uma beleza inexplicável. Cada um reage de uma forma e a altitude elevada (mais de qautro mil metros) ajuda a provocar esses sentimentos. As Lagunas Altiplanicas trazem serenidade, com cores tão distintas que mais parecem pinturas. Os Vale de La Luna e da Morte despertam um lado mais aventureiro e explorador. O Salar Del Tara nos deixa intrigados, com gigantes rochas esculpidas pelo vento, algumas com sinais de inundação, outras que parecem ter sido colocadas no meio nada estrategicamente, e a altitude ainda maior (5.300 metros) impõe o desafio da resistência.
Qual o custo médio de um roteiro como este?
Como toda viagem, é preciso muito planejamento. O Chile, pelo menos para mim, não é um lugar barato. Com exceção dos lanches, uma boa refeição não sai por menos de dez mil pesos chilenos (R$ 50). Os passeios também são todos a partir de 30 mil pesos, no Deserto é ainda um pouco mais caro. No meu caso, não tinha planejado ir ao Atacama e só tomei coragem mesmo depois que fiz amizade com uma brasileira do hostel. Ela ainda conseguiu pegar uma promoção do país, algo como a nossa Black Friday, e comprou passagens mais baratas do que as minhas para ir de ônibus. Eu desembolsei 94 mil pesos chilenos e ainda encarei uma bela jornada de 26 horas de estrada (na ida e na volta).
Alguma dica do que NÃO fazer ou alguma história engraçada?
San Pedro do Atacama mais parece um povoado, de tão simples e aconchegante. O melhor lugar para se tomar uma cerveja é o Tchela Cabur. Atendimento excelente, cerveja gelada e barata! Dê atenção especial ao chopp Torobayo. Mas cuidado, pois eles levam bem a sério as leis secas. No Chile não se pode beber nem sair bêbado pelas ruas (você e o dono do ultimo bar em que esteve são multados). Fiquei sabendo disso na noite em que comemorei o meu aniversário, quando o dono do bar pediu que festejássemos “um pouco mais baixo”: conseguimos promover uma grande ‘ola’ com todas as mesas do bar e pedimos que diversos turistas cantassem ‘Parabéns para você’ em seu idioma natal. É claro que já estávamos bêbados quando ele fez o pedido e de nada adiantou, a não ser parar de nos servir. Daí não teve outro jeito e fomos todos embora.
Como resume a experiência dessa viagem?
Esta foi uma das melhores férias que tive e serviu para me tirar o medo de se jogar no mundo. Não apenas em questão de viagens, mas de encarar novos projetos, mudar os planos de vez em quando. Por dez dias, saí completamente da minha rotina e adorei contrariar todas as minhas manias! Com certeza, farei mais vezes.
INFORMAÇÕES
Data da viagem: novembro de 2014
Origem: São José dos Campos, SP, Brasil
Destino: Santiago, Chile
Duração da viagem: dez dias
Custo médio de total da viagem: R$ 4.500
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