Na ilha das cobras, as atrações estão submersas
A velha traineira de pesca repousa a 22 metros de profundidade desde 1992, afundada com o objetivo de se tronar um recife artificial (Divulgação)


Velha traineira afundada em 1992 com o objetivo de se tronar um recife artificial
Divulgação
A 33 quilômetros do litoral de Itanhaém, um remoto lugar intriga e assusta. O desembarque na Ilha da Queimada Grande é terminantemente proibido pela Marinha e pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio). O motivo é a preservação, claro, mas a dos eventuais desavisados. Conhecida informalmente como Ilha do Medo, abriga uma população de cerca de 15 mil jararacas-ilhoas, espécie endêmica de cobra extremamente venenosa e agressiva.
Contudo, mergulhadores certificados têm muito o que fazer por lá Estão autorizados, desde que não pousem os pés (nem os de pato) na ilha. Debaixo d’água, costões e vários pontos de mergulho, com profundidades de 6 a 30 metros. Apesar de não ter a mesma fartura de vida da Laje de Santos, na Queimada Grande as arraias-manta são avistadas mais facilmente.
Há ainda dois naufrágios. O mais concorrido é o do cargueiro Tocantins, de 133 metros de comprimento, que veio a pique em 1933, após colidir com a ilha em meio à neblina. Já o navio Rio Negro saiu do Rio rumo a Buenos Aires em 1893 e não chegou ao seu destino. Ficou por ali, entre 3 e 20 metros de profundidade.
Boa parte das operadoras que levam à Laje de Santos vão à Queimada Grande – sob agendamento. São 2h10 de navegação desde São Vicente e cerca de R$ 460 por dois mergulhos.
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