Na terra ou no Mar, a ordem é não ficar parado
Mergulho, trilha, pôr do sol, há muito o que fazer em Fernando de Noronha


Pôr do Sol visto a partir do Fortinho do Boldró – aplaudir faz parte do protocolo local
Felipe Mortara/Estadão Conteúdo
Por mais que “lagartixar” ao sol seja a alma de uma viagem de praia – ainda mais numa espécie de Disneylândia litorânea -, Noronha tem um leque de atrações que vão além da preguiça nas areias. Como dois terços da ilha estão em área protegida, para acessar a maior parte delas é necessário apresentar o comprovante de entrada no parque nacional, à venda na sede do ICMBio, no Boldró, ou na Praça Flamboyant, na Vila dos Remédios (R$ 75 para brasileiros e R$ 150 para estrangeiros).
Ilha Tour
O mais popular dos passeios de Noronha é também o mais necessário e um dos mais acessíveis. Por uma média de R$ 130 (sem almoço) por pessoa, um guia o busca logo cedo num 4X4, em sua pousada, com destino às principais praias. Sem dúvida, o melhor jeito de ter uma ideia geral da ilha e das distâncias para escolher seu cantinho preferido – e retornar com calma. No roteiro, Sancho, Baía dos Porcos, Leão e Sueste, com parada para banhos e snorkeling. Desde R$ 100 na Costa Blue; R$ 130 na Atalaia.
Mergulho
Sem exageros, Noronha é a meca brasileira do mergulho. O batismo permite que não iniciados desçam a até 13 metros de profundidade, por cerca de 30 minutos, em pontos abrigados como Ressurreta e Ilha do Meio (em média R$ 400, com um mergulho). Já os iniciados têm muito o que aproveitar, em pontos como Pedras Secas, Trinta Réis e Caverna da Sapata. As principais operadoras são Atlantis, Noronha Divers e Águas Claras.
Barco
Tudo ganha novos contornos no tour que zarpa do Porto de Santo Antônio logo cedo e passa pelas ilhas Rasa, Sela Gineta e do Meio. Navegando apenas pelo Mar de Dentro, segue até a Ponta da Sapata, um dos extremos da ilha, passando pelas praias do Boldró, do Bode, do Americano e Baía dos Porcos. Com um tico de sorte avista-se golfinhos-rotadores. Na volta, parada para banho e snorkeling no Sancho. Muitas operadoras servem almoços a bordo, geralmente churrasco de peixe. Entre as principais, Happy Days (R$ 100) e Na Onda (R$ 160).
Pôr do sol
Na sua rotina pode até passar batido, mas em Noronha é ritual. O astro desce por trás do Morro Dois Irmãos duas vezes por ano, em fevereiro e outubro, mas o show rola diariamente. As ruínas do Fortinho do Boldró são o ponto oficial, com direito a aplauso – o acesso é gratuito. A navegação ao entardecer também é ótima opção para ver o sol descer no mar. Em média, R$ 150.
Trilhas
Não tão famosas quanto o fundo do mar, as trilhas de Noronha levam aonde os barcos não alcançam. As mais frequentadas são as do Atalaia, de 2 ou 4 horas, com parada para snorkeling nas piscinas naturais da praia homônima. Por ser um berçário de tubarões -, não há registro de ataques na ilha – a área é restrita a 200 visitantes por dia. Para ambos os percursos é preciso reservar pessoalmente e com antecedência na sede do ICMBio, no Boldró, mas só o longo requer guia (R$ 100).
A Trilha do Golfinho é mais tranquila e autoguiada, além de permitir a cadeirantes conhecer o mirante da baía onde os golfinhos-rotadores pernoitam e dão show cedinho (sem guia, acesso incluído na entrada do parque). Os mais destemidos terão um desafio pleno na Trilha do Capim-açu, que ziguezagueia por 8 quilômetros pelo lado sudoeste do parque e leva 6 horas até a redentora Praia do Leão. Melhor para quem tem mais preparo físico. Só com guia; desde R$ 150 por pessoa.
Projeto Tamar
Muito além de tudo o que você precisa saber sobre as tartarugas, a sede do Projeto Tamar, no Boldró, representa para Noronha um polo onde a ideia de preservação é difundida para os visitantes. Recém-chegados ou não se reúnem por lá diariamente, às 20 horas, para acompanhar palestras com temas que mudam a cada dia sobre a biodiversidade da ilha, de tartarugas (claro) a tubarões e aves.

Tartaruga recém-nascida em Fernando de Noronha com equipe do Projeto Tamar
Felipe Mortara/Estadão Conteúdo
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