No MIS, joseense expõe fotografias capturadas pelo smartphone

Médica é uma das 12 selecionadas para mostra “Emoções de Rua”

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Um iPhone na mão e muita história para contar. O cotidiano da médica Tita Ponte, de São José dos Campos é, no mínimo, sobrecarregado. Ginecologista e obstetra, ela vive de perto as emoções e angústias das futuras mamães que passam pelo Hospital Municipal durante as consultas pré-natais na unidade.

Para aliviar o estresse do dia-a-dia na medicina, Tita optou pela automedicação: doses diárias de fotografia com seu smartphone. O hobby, que começou despretensiosamente há pouco mais de cinco anos, hoje já é coisa séria. Cinco trabalhos da médica foram selecionados para estampar a exposição “Emoções de Rua” que reúne, até este domingo (24), imagens registradas por celular de fotógrafas de todo o Brasil no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo.

A mostra faz parte das ações do Maio Fotografia, que reúne atividades ligadas à arte durante este mês no museu. A iniciativa é do grupo Mobgrafia, grupo de fotógrafos que utilizam tablets ou smartphones.

O ensaio de Tita reúne imagens de fachadas de casas na Vila Progresso, bairro que margeia a avenida Teotônio Vilela, a Fundo do Vale. Situada no caminho entre a casa e o trabalho, a vila sempre despertou o olhar da médica.

“É um lugar que sempre me sugeriu um convite. Pois num sábado do mês de abril eu decidi aceitar este convite e, enfim, entrei e fotografei. Fiquei impressionada com as cores, a ocupação coletiva do espaço comum e a energia que se esparrama pela porta de entrada das casas”, afirma.

Celular

As cenas corriqueiras da cidade são a inspiração para o olhar fotográfico e autodidata da médica. Para tanto, a praticidade do smartphone cai como uma luva.

“Fotografo no trânsito, andando na rua, nos intervalos no trabalho, nos momentos de lazer. A praticidade da câmera do iPhone ajuda bastante. Além de ajudar, incentiva a prática, já que estou sempre com a câmera à mão para fazer os registros”, diz.

Nos enquadramentos, escolhas de iso ou atenção às variações de iluminação, a médica lança mão de técnicas adquiridas em cursos esporádicos e leituras sobre o tema.

“Sou meio autodidata. Sempre gostei de fotografar. Por causa da minha rotina pesada no hospital, onde a realidade é apresentada com crueza, eu acabei desenvolvendo um olhar mais sensível às belezas do cotidiano”, afirma.

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