Nove erros comuns cometidos na cozinha
Seja novato ou não no universo da culinária, todos estão suscetíveis a alguns erros que nem se imagina. A personal fit chef Vanta Rittmann ensina alguns erros comuns


Erros na cozinha são comuns, mas eles devem ser corrigidos para poder aproveitar o melhor de todos os alimentos
Nome do fotógrafo
Seja novato ou não no universo da culinária, todos estão suscetíveis a alguns erros que nem se imagina. A personal fit chef Vanta Rittmann ensina alguns erros comuns:
Higienização
Muitas pessoas em suas casas higienizam os seus alimentos (folhas, frutas e carnes) dentro da cuba da pia da cozinha, que acumula uma quantidade imensa de bactérias. Há estudos realizados por especialistas na área de contaminação que apontam que a pia da cozinha é suja por mais limpa que você ache que a tenha deixado. Ou seja: em vez de descontaminar os alimentos, você está contaminando eles mais ainda.
Faça certo: utilize bacias próprias e higienizadas para lavar as suas verduras.
Descongelamento
Um erro gravíssimo é retirar o alimento de dentro do freezer e deixá-lo exposto no bancada da pia de um dia para o outro.
Faça certo: descongele as suas preparações dentro da própria geladeira. Se você esqueceu sua carne no freezer, utilize o microondas ou coloque-a em saco bem fechado dentro de uma bacia com água por até duas horas. E jamais re-congele!
Armazenamento
Outro erro são os alimentos já preparados que ficam armazenados na geladeira dentro de panelas.
Caso queira armazenar as refeições sem perder a qualidade dos alimentos e suas propriedades funcionais, reserve-as em potes de vidros ou inox após o preparo.
Óleo em massas
Normalmente as pessoas utilizam o azeite de oliva ou na água para a preparação de massas para evitar que a massa “grude”. É um erro muito comum que, além de dificultar a textura do molho, ainda remove nutrientes da massa e somente acrescentará calorias extras à sua refeição.
Faça certo: mantenha a água em constante ebulição para que a pasta esteja sempre em movimento e mexa a massa até ficar al dente.
Cocção em água fervente
Na pressa de servir as refeições, muitas pessoas acabam cozinhando as verduras e legumes em água fervente – o que acarreta na perda de muitos dos nutrientes e também faz com que os legumes se tornem murchos, sem cor e macios até demais.
Faça certo:
Opção 1: deixe os legumes e verduras no vapor em panelas próprias para cocção.
Opção 2: cozinhe na grelha para manter o sabor e o valor nutricional.
Opção 3: preparar entre dois e três minutos em água fervente os legumes mais densos e depois colocá-los em água gelada.
Opção 4: se você tiver pouco tempo, utilizar o microondas para fazer esta cocçao rápida. Um a dois minutos em duas colheres de água são suficientes para deixá-los saudáveis e crocantes.
Tábuas de carne
A tábua de carne é extremamente necessária na cozinha, mesmo que você seja vegetariano, acaba usando para cortar outros alimentos. Os modelos mais comuns, feitos de madeira e de plástico são vilões da nossa cozinha. Em ambos os materiais, as tábuas apresentam rachaduras na superfície conforme o tempo de uso e manuseio no dia-a-dia, o que causa acúmulo de bactérias e até fungos no material.
Faça certo: A mais apropriada é a de vidro, mas como nem tudo é perfeito, ela também tem um ponto negativo: afeta a faca, tirando o corte dela. Se você optar por continuar usando a de madeira (ou bambu), tome bastante cuidado para afastar as bactérias da sua tábua. O ideal é higienizar periodicamente a sua tábua com água sanitária e uma escova própria para tal.
Vale ressaltar que não se deve misturar alimentos enquanto estiver preparando a refeição na tábua (por exemplo: cortar carne crua e, em seguida, uma verdura). Isso porque os alimentos crus podem contaminar outros tipos de comida com grande facilidade. Por isso, o ideal é ter uma tábua para carnes e outra para verduras e legumes.
Azeite aquecido
Muitas pessoas possuem o hábito de cozinhar alimentos usando o azeite como base, mas não se atentam ao calor do fogão e o azeite acaba fumegando, perdendo, assim, o sabor das refeições e as propriedades nutricionais dos alimentos. Isso acontece quando o azeite chega a uma temperatura crítica, propícia à transformação da gordura boa em gordura saturada.
Faça certo: ao aquecer o azeite, o fogo deve ser sempre moderado – mais para menos do que para mais. É como dizem: menos é mais. Principalmente em se tratando do aquecimento do azeite.
Carne refogada
É comum mexer a carne moída (guisado) o tempo todo enquanto está sendo refogada para não “empelotar”. Mas, na verdade, essa prática apenas altera o sabor da refeição e não ajuda em muita coisa.
Faça certo: para a carne não empelotar, antes de tudo aqueça uma frigideira grande com uma colher de sopa de azeite. Em seguida, acrescente a porção de carne moída. Mexa com frequência até a carne soltar – não precisa ser o tempo inteiro. Se estiver difícil de deixar a carne solta, utilize um garfo. Isso faz com que a porção seja cozinhada por inteira, e sem juntar água. Então, você pode finalizar o preparo com cebola, alho, salsa, tomate picado ou outro tempero de sua preferência.
Ovo cozido
Deixar o ovo por mais de 15 minutos prejudica todo o cozimento: quando são cozidos demais, a coagulação excessiva das proteínas força a água para fora e os ovos ficam ressecados e oxidam, perdendo todas as propriedades nutricionais.
Faça certo: leve os ovos ao fogo num recipiente com água até cobri-los e conte os minutos a partir do momento em que a água ferver. Isso evita a coloração esverdeada que pode se formar em volta da gemas. No caso de ovos mais moles, deixe por cerca de quatro minutos a partir da fervura – a gema fica quente, mas ainda líquida. Para ovos meio cozidos, o tempo ideal é de seis minutos para que a gema coagule parcialmente. Após a cocção, resfrie rapidamente em água corrente.
Posts Relacionados

Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro

Mário Toledo lança segundo livro como coautor em São Paulo na semana de abertura da Bienal do Livro

Carmo Dalla Vecchia e Vanessa Gerbelli falam sobre a peça “Forever Young” no Meon Entrevista
