Página que preserva história joseense quer realizar exposições na cidade
‘São José dos Campos Antigamente’ completa três anos em janeiro









Dar uma volta na roda gigante do parquinho da Vila Industrial com as crianças, levar a família para um galetinho no Frangão e, depois de matar a fome, passar no Euromarché da Nelson D’Ávilla para umas comprinhas antes de ir para casa. Um agradável programa domingueiro caso você frequente a São José dos Campos dos anos 1980.
Se esse não é o caso, o jeito é visitar as milhares de fotos do arquivo digital da página São José dos Campos Antigamente no Facebook e matar a saudade. A página conta com 3,8 mil seguidores e o grupo, mantido com a mesma finalidade, com mais de 21,9 mil. Em janeiro a iniciativa completa três anos em janeiro e a expectativa de levar registros históricos da cidade para além do espaço virtual.
Retratos pessoais, folhetos de época, anúncios, bilhetes de entrada para eventos culturais ou esportivos e recortes de jornais interessam ao administrador da página, Wagner Ribeiro. Nesses três anos, o pesquisador autônomo trabalha diariamente nas pesquisas, abordagens individuais e na digitalização de fotos, áudios e videos históricos. A labuta é dividida com quatro colaboradores, José Zanine, Angela Xavier, Nill Silva e Wagner Hernandes, que participam da empreitada desde o início.
Após três anos reunindo material histórico da cidade, a meta agora é planejar exposições e promover encontros pela cidade. Todo o trabalho é realizado de forma independente, mas para as novas ações, Ribeiro não descarta a associação com investidores.

Wagner Ribeiro, criador da página
Arquivo pessoal
“Há grandes planos, exposição, festa dentre outras realizações. Se eu atingir 50% dos objetivos em 2016, já posso antecipar que teremos um grande ano, nossa máquina do tempo ganhará ajustes promovendo uma viagem ainda mais confortável”, anuncia.
Persistência
A ideia de contribuir com a memória da cidade é uma obstinação antiga de Ribeiro. Antes de dar certo no Facebook, o projeto já havia transitado por outras plataformas. No finado Orkut a ideia não pegou.
“Acho que não captaram a ideia na época, raros postavam. No Facebook iniciei em Janeiro de 2013, o sucesso foi de imediato, as pessoas entenderam o projeto de união em torno do assunto e aderiram, trazendo informações importantes, emoções e muito saudosismo ao grupo”, explica.
Não é de hoje que Ribeiro atua como entusiasta do resgate histórico na cidade. O autodidata que atua como espécie de cavaleiro solitário desde 1994, quando desenvolveu, por conta própria, um boletim sobre o astrônomo Remo Cesaroni.
“Foi uma ação que se tornou a célula primordial do São José dos Campos Antigamente. Tive a ideia após uma visita ao Arquivo Público Municipal, que funcionava na Igreja São Bento, no centro. Fiquei bastante empolgado, pois além de o tema astronomia muito me interessar, estava diante de um importante e ilustre (para mim) desconhecido de São José dos Campos. Desenvolvi um pequeno boletim sobre Remo, com tudo que tinha conseguido transcrever e fotografar, distribuindo a alguns amigos e vizinhos”, diz.
Sobre a importância de sua batalha diária para a preservação e valorização da memória joseense, Ribeiro é categórico. “Conhecer o nosso passado, preservar o patrimônio, a memória e a cultura são requisitos essenciais para ações no presente. Ao conhecer a vida e os procedimentos daqueles que nos antecederam nas mais diferentes situações do cotidiano, temos mais chances de aplicar ações positivas para o futuro, isso é um pressuposto básico para o exercício da cidadania”, conclui.
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