Pirô Piraquara arrasta mais de 2 mil pelas ruas de São José dos Campos

Pelo 28º ano consecutivo o bloco ganha o centro da cidade

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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O Pirô Piraquara arrastou mais de dois mil foliões pelas ruas do centro de São José dos Campos na noite desta quinta-feira (4). O tradicional bloco desfilou pelo 28º ano consecutivo levando seus bonecões para a avenida, tanto com sua marchinha própria como com canções dos antigos Carnavais.

A multidão de foliões começou a se concentrar a partir das 17h e, com todo mundo já afinado na marchinha, o Pirô saiu por volta das 18h30. No trio elétrico, Nilton Blau e a Banda de Santana cuidavam dos acordes.

Entretanto, atualmente já não dá mais para afirmar que o Piraquara é apenas um bloco. Ao melhor estilo “vai quem quer”, o grupo ganha a companhia de diversas outras turmas menores, que também fazem sua festa a parte seguindo o trio elétrico. Neste ano, o bloco da Urbam (Urbanizadora Municipal), da Assem (Associação dos Servidores Municipais) e o pessoal do Maracatu Baque Aguaí também foram atrás do bloco.

“É uma característica do Piraquara unir outros blocos menores que também agregam à folia com suas fantasias e manifestações artísticas.  Nos outros lugares onde o Carnaval joseense acontece, isso também acontece, como nos bairros Novo Horizonte e Putim, onde o pessoal se junta em cortejos”, afirma Alcemir Palma, presidente da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo), responsável pelo desfile.

Família
O clima familiar é outra característica marcante no bloco. Por todos os lados há crianças fantasiadas, divertindo-se com confetes, serpentinas e sprays de espuma. A aposentada Vicentina Maria aproveitou para trazer toda a família. Teve até espaço para a Giovana, bisneta e “mascotinha” do grupo. Com o braço imobilizado, devido a uma queda, Vicentina não quis saber de repouso.

“Esse é o quarto ano que eu venho e trago o pessoal todo de casa. O clima é muito gostoso, todo mundo se diverte. O braço está imobilizado, mas o pé ainda está muito bom para curtir as marchinhas”, afirma.

Já para Max Terashima, que mora há cinco anos em São José, este foi o primeiro Carnaval no meio dos foliões do Pirô. Terashima aproveitou para trazer a mulher e os dois filhos, um deles ainda no carrinho de bebê.

“A gente gosta de Carnaval, mas nunca teve oportunidade de vir no Piraquara. Esse ano conseguimos e não tem arrependimento. O bloco é bem gostoso, com marchinhas de antigamente, e a criançada acaba se divertindo até mais do que nós”, explica.

Paraitinga
Depois de dar a volta pela avenida São José e a avenida João Guilhermino, o bloco voltou à praça Afonso Pena por volta das 20h.  A partir daí foi a vez de dar lugar no trio elétrico à tradicionalíssima banda Paranga, de São Luiz do Paraitinga. Os luizenses fecharam a noite com o astral lá em cima, com os sucessos do Carnaval de marchinhas de São Luiz e ainda os hinos de todos os Carnavais.

“Acho que o bom do bloco é despertar os outros blocos e estimular esse espírito do Carnaval sem camarotes, sem cordões, pra todo mundo. A folia não precisa de superprodução, basta todo mundo brincando e dividindo o mesmo espaço”, explica Nilton Blau, autor da marchinha do Pirô e que desde 1988 leva o bloco no gogó.

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