Planejamento ajuda a comprar o imóvel antes dos 30 anos
Jovens que realizam o sonho da casa própria contam como se organizaram


Talles Santos adquiriu o imóvel quando tinha 26 anos
Reprodução/Estadão Conteúdo
O sonho da casa própria não tem idade. Pessoas com menos de 30 anos apostam neste sonho e adquirem seu primeiro imóvel na faixa dos 20 anos, seja para morar ou para investir. Independentemente se o imóvel é na planta, pronto, novo ou usado é preciso ter planejamento antes de se lançar a essa empreitada, que é um marco na vida das pessoas.
O coordenador de marketing Talles Santos, de 28 anos, adquiriu o seu aos 26 anos de idade. “Desde os 20 anos já pensava em comprar. Em 2014, fiquei noivo e decidi adquirir um apartamento ” Pelas facilidades de pagamento, a opção foi por um imóvel na planta.
Ele procurou uma unidade nas proximidades do bairro que mora, Butantã, zona oeste e conseguiu. O valor do bem foi de cerca de R$ 300 mil e as parcelas durante a obra em torno de R$ 2 mil. Agora, os custos são divididos entre ele e a mulher, Amanda.
“Nunca gostei muito de pagar as coisas por muito tempo, de prestações longas, mas com o imóvel não dava, infelizmente, para quitar rapidamente. Por isso, optamos por pagar o máximo durante a obra para facilitar o financiamento”, diz.
O jovem mora em um imóvel da família e não tem custos com aluguel, apenas com os impostos, o que, segundo ele, facilita a organização financeira.
Ele tinha R$ 10 mil guardado, que foi usado como entrada, já as parcelas intermediárias, de aproximadamente R$ 7 mil, durante dois anos, serão pagas com a renda do casal.
“Tenho um carro, que pretendo vender para pagar a entrega das chaves, em torno de R$ 11 mil”, diz. Ele confessa que não havia pensado no valor das intermediárias, que coincidem com as parcelas mensais, mas cortou algumas despesas e está conseguindo encaixar os valores no orçamento.
Santos está se preparando para o financiamento. Ele acredita que deve ser de 180 meses, com parcelas de aproximadamente R$ 1,6 mil.
“Já estamos pensando na compra do próximo, talvez coloque esse à venda para adquirir um outro. Esta é a vantagem de começar cedo e foi ótimo, porque antes dos 30 terei um patrimônio e consigo planejar”, diz.
Segundo o diretor de economia da Associação Nacional dos Executivos em Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Roberto Vertamatti, controlar os gastos e definir o quanto será empregado na aquisição de um imóvel, levando sempre em conta a relação entre o que de fato cabe no bolso e as necessidades, são os primeiros passos para a compra da casa própria.
Pé-de-meia
A analista de investimentos Mariana Ruza Paulon, de 31 anos, conta que sempre poupou dinheiro para conquistar os objetivos, entre eles as casa própria, conquistado aos 29 anos. “Primeiro comprei um carro e depois o apartamento. Sempre guardei dinheiro, queria fazer um pé-de-meia, para dar de entrada na hora da compra do imóvel”, diz.
Ela destaca o fator positivo de morar com os pais, não pagar aluguel. E a renda que recebia, estudava maneiras de investir, diversificando para ter um retorno maior. “Quando eu vi que tinha um valor razoável e um salário que me dava segurança, comecei a buscar um apartamento sem pressa, o que me deu a vantagem de fazer as melhores escolhas.”
Mesmo depois da decisão de comprar o imóvel, ela continuou guardando dinheiro e depois de dois anos de buscas ela adquiriu um apartamento usado, na região da Avenida Paulista, com entrada e mais de 50% e financiando o restante com a ajuda do FGTS.
“Parte vem da minha experiência poupadora vem do exemplo que tinha em casa. Fiquei dez anos poupando até conseguir ter condições de comprar.” Mariana conta que além do valor, que deveria estar de acordo com seu orçamento, a região também era importante, pois queria morar perto do trabalho.
“Tive de esperar um pouco mais, investir mais, para comprar próximo ao trabalho. É difícil encontrar aquele apartamento que atende suas necessidades. Eu dei sorte, encontrei um já reformado, mas isso tudo foi possível porque estava procurando sem ansiedade.
Com 24 anos, a jornalista Renata Firace comprou seu apartamento – entregue em 2014. “Na época, planejava ficar noiva e não queria casar e morar de aluguel”, diz a jovem, hoje com 29 anos. Ela conta que sempre tentou guardar dinheiro, mesmo pequenas quantias, para ter uma reserva.
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