Os ritmos em destaque na Islândia de Björk
“Onde está Björk?”. O adesivo colado no vidro de uma loja de Reykjavik dá voz ao desejo de muitos dos viajantes que passeiam entre as ruas estreitas da cidade. Cruzar com a moradora mais famosa da ilha é realmente possível: eu mesmo compartilhei o balcão do bar Boston com ela quatro anos atrás.

“Onde está Björk?”. O adesivo colado no vidro de uma loja de Reykjavik dá voz ao desejo de muitos dos viajantes que passeiam entre as ruas estreitas da cidade. Cruzar com a moradora mais famosa da ilha é realmente possível: eu mesmo compartilhei o balcão do bar Boston com ela quatro anos atrás.
A baixinha com traços de esquimó é a principal responsável por fazer a Islândia ser conhecida por sua música. Isso bem antes de a ilha ficar famosa pela quebradeira dos bancos em 2008 ou pelo vulcão que fechou o espaço aéreo em 2010.
Revelada pela banda Sugarcubes nos anos 1980, Björk colocou o nome do país no mapa do universo pop lançando sete discos, atuando no filme Dançando no Escuro (2000), do cineasta dinamarquês Lars von Trier, e criando clipes marcantes.
Altamente experimental, seu trabalho vanguardista a transformou em uma gigante não apenas da música como das artes. Tanto que a moça de figurinos espalhafatosos vai ganhar uma exibição exclusiva no MoMA, em Nova York, entre 7 de março e 7 de junho de 2015.
Seu último álbum, Biophilia, de 2011, foi o primeiro do planeta lançado também em forma de aplicativo, no qual o ouvinte pode interagir com as músicas por meio de jogos e recriação dos sons. O documentário Biophilia Live, experiência visual com cenas de sua última turnê, estreou em Reykjavik em setembro e acaba de ser lançado no Festival de Cinema do Rio. Com fotos e animações, alterna cenas de show com referências a vulcões e à natureza exuberante em meio à qual Björk cresceu.
Em julho desse ano foi aberto o Museu Islandês do Rock (rokksafn is/en), na cidade de Keflavík, a 50 quilômetros da capital – onde fica o aeroporto internacional do país. Nele estão expostos a história de Björk e botas do seu figurino, além de músicas e filmes sobre a sua trajetória e as de outros nomes importantes da música islandesa, como Sigur Rós e Of Monsters and Men.
Concertos
Keflavík é a base, todo mês de julho, do All Tomorrow’s Parties (atpiceland.is/en), festival que na última edição apresentou bandas como Portishead e Interpol. Mas o evento musical que mais tem atraído à Islândia os jovens que seguem os grandes festivais musicais europeus é o Iceland Airwaves (icelandairwaves.is), que deve receber este ano cerca de 9 mil espectadores e terá mais de 400 apresentações em 30 palcos, de 5 a 9 de novembro.
Alguns dos principais concertos do Airwaves ocorrem nas quatro salas de espetáculos da Harpa (en.harpa.is), a moderníssima casa de ópera de Reykjavik. Criada pelo artista dinamarquês de ascendência islandesa Olafur Eliasson, sua impressionante fachada com 10 mil janelas de vidro muda de cor conforme a luz natural externa.
O centro de convenções e casa de espetáculos começou a ser erguido em 2007. A crise paralisou as obras e afugentou os investidores privados. A inauguração veio só em 2011, como nova sede da orquestra local, e a Harpa se tornou um premiado projeto arquitetônico que vale a pena ser conhecido em tours guiados.
Entre outras mostras temporárias interessantes, tem a The Iceland Expo Pavilion, uma espécie de cubo gigante no subsolo. O espectador entra ali para assistir a um curta-metragem com imagens da natureza do país nas quatro paredes e no teto. E trilha sonora, islandesa, claro.
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