Saberes e símbolos com o arquiteto e urbanista, Rodrigo Ambrosio

“Meus materiais e processos têm direção indefinida”

Escrito por: Marcelo Lima2 min de leitura
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Rodrigo Ambrosio formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Alagoas (Reprodução/Gazeta Alagoas)

“Muitas vezes, minha ânsia criativa me leva a utilizar o que tenho em mãos”

Reprodução/Gazeta Alagoas

Rodrigo Ambrosio formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Alagoas. Desde seu projeto de graduação (uma série de mobiliário urbano para a cidade histórica de Marechal Deodoro) a simbiose entre conhecimento acadêmico e cultura artesanal nordestina vem ocupando o centro de suas atenções. A ponto de justificar sua presença no Armorial Design Group: grupo lançado mês passado em São Paulo, com uma exposição inaugural na feira Made, de onde ele falou ao Casa.

Quais os objetivos do Armorial Design Group?
O Armorial Design Group nasceu da vontade de realizar a versão design do Movimento Armorial imaginado pelo escritor Ariano Suassuna. Ariano almejava criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular nordestina: da literatura às artes plásticas. Enquanto designers, nossa base é investigativa,mas também criativa. Entre os integrantes do nosso grupo todos possuem raízes nordestinas. No caso, eu sou alagoano, o Sérgio Matos que se criou na Paraíba (apesar de ter nascido no Mato Grosso), além do Rodrigo Almeida e do Zanini de Zanine que são filhos de baianos.

Comente o seu processo criativo.
Meus materiais e processos têm direção indefinida. Muitas vezes, minha ânsia criativa me leva a utilizar o que tenho em mãos. Por isso, aglutinar materiais é uma consequência quase natural. Por outro lado, quando penso em resolver questões funcionais e psicológicas de um objeto, busco combinações dissonantes, como uma forma de despertar saberes e símbolos adormecidos. Mas não me limito a isso. Posso perfeitamente desenvolver um produto específico, com materiais e função bem definidos.

Considera um ter seus móveis e objetos de base artesanal produzidos em série?
Sou fascinado por símbolos e artefatos. Interesso-me tanto pela obra única quanto por outras que possam vir a ser reproduzidas. Considero a edição limitada de peças artesanais uma via bastante interessante. Na verdade, não deixa de ser uma produção seriada, porém é uma forma de replicar um determinado objeto mantendo intactas suas características originais, sem necessariamente massificá-lo.

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