Segunda temporada da série ‘Surtadas na Yoga’ estreia no GNT
“Que lindo isso que você disse! É do Buda?”, pergunta Jéssica, personagem de Fernanda Young. “Não, do Eike Batista. Li nas frases da semana”, rebate Ana Maria, vivida pela atriz Flávia Garrafa. Com ritmo anárquico e piadas de riso rápido, começou a segunda temporada de Surtadas na Yoga, no GNT. Desta vez, a série vai ao ar sem intervalos.


Segunda temporada da série vai ter episódios sem intervalo comercial
Divulgação
“Que lindo isso que você disse! É do Buda?”, pergunta Jéssica, personagem de Fernanda Young. “Não, do Eike Batista. Li nas frases da semana”, rebate Ana Maria, vivida pela atriz Flávia Garrafa. Com ritmo anárquico e piadas de riso rápido, começou a segunda temporada de Surtadas na Yoga, no GNT. Desta vez, a série vai ao ar sem intervalos.
“São quase filminhos, tem de ter fôlego dramatúrgico. Sem intervalo, fica uma história mais complexa e amarradinha. A gente não corrompe o que deu certo, mas aumentamos o potencial de comédia”, avalia Fernanda, protagonista da atração, criada em parceria com seu marido, o roteirista e escritor Alexandre Machado.
Na nova fase, o trio de protagonistas, que inclui ainda Marion (Anna Sophia Folch), vai se falar fora da aula de ioga. “Criamos cenas noturnas e os quartos das personagens”, adianta o diretor Arthur Fontes. Antes, o intervalo comercial separava os dias em que as protagonistas se encontravam na aula. Por causa do novo formato, o que dará a pausa entre os encontros das três são as conversas ao telefone.
Os momentos de tricô fora de hora das três também estarão movimentados. Além do mestre (Rafael Sieg), a chegada do líder espiritual Swami Jaime (Wilson dos Santos), que vai supervisionar se os ensinamentos da prática estão corretos, deixará as moças em polvorosa. Para agitar ainda mais, o trio enfrentará as represálias de Ivana (Diana Bouth), que vai reclamar do barulho. “É uma coisa de bullying, porque elas atrapalham a aula”, entrega Fontes.
Outra novidade visual é o local das aulas. Em vez de ficarem em uma sala apertada, antes montada em um estúdio de TV, as personagens passam a frequentar uma casa ampla.
Praticante de ioga por anos, Fernanda Young enxergou a chance de extrair risadas de uma atividade em que o silêncio impera. “A ioga tem termos engraçados, posições absurdas. Se você pensar na comédia, sempre tem uma casa, uma família, um grupo no trabalho. O humor não tem muito deslocamento. Você tem de colocar as pessoas num lugar específico e deixar que aqueles seres humanos no seu ridículo diário sejam engraçados”, explica.
As atrizes garantem não ter ouvido reclamações dos praticantes da vida real. “Na minha academia, um professor veio me falar que algumas professoras achavam ofensivo. Mas havia um grupo rival que achava engraçado. Não é ofensivo com quem faz ioga, com a filosofia. Não agride. A gente está falando bobagem dentro daquela situação”, defende Anna Sophia. “Estamos utilizando a natureza humana. Elevando-a ao máximo do ridículo. Um pouco de humor é o mínimo que o ser humano deve ter”, reforça Fernanda.
Flávia Garrafa conta que mudou a visão da prática ao entrar para a série. “Eu tinha esse preconceito. Não acreditava em nada em que eu tivesse de perder uma hora do meu dia para gastar menos de 600 calorias”, diverte-se a atriz, que sente no corpo os efeitos das posturas feitas em cena. “A gente ficava um pouco com dor muscular.”
Por levar mais em conta a função de escritora do que a de atriz, Fernanda acredita que o maior desafio não é o físico. “Faço pilates, não sou despreparada fisicamente. Nas gravações, começo a dar sinais de esgotamento emocional. Fiquei um mês e meio sem fazer ginástica e comendo porcaria. É um contrassenso fazer um programa com roupa de ginástica acima do seu peso e fora de forma. Depois de três semanas, você está corrompida, tomando cerveja e comendo brigadeiro”, confessa a autora, que tem na manga um humorístico para a Globo.
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