Sicília: às voltas com o vulcão Etna
“Ma come è bella la Sicilia!” é uma frase que você se cansará de ouvir da boca de envaidecidos moradores na ilha italiana. Isso em meio a cidades milenares de ruelas estreitas, casinhas de pedra com floreiras que parecem de mentira, encostas escarpadas e emolduradas por um mar de arrancar desaforos. Sem falar na história e mística de seu guardião, o Etna, que tem boa chance de oferecer um show particular. Tudo somado, você deve concordar rapidamente com os nativos.


Erupção do Vulcão Etna em 2006, que poder ser visitado em Sicília
Divulgação/ International Space Station / NASA
“Ma come è bella la Sicilia!” é uma frase que você se cansará de ouvir da boca de envaidecidos moradores na ilha italiana. Isso em meio a cidades milenares de ruelas estreitas, casinhas de pedra com floreiras que parecem de mentira, encostas escarpadas e emolduradas por um mar de arrancar desaforos. Sem falar na história e mística de seu guardião, o Etna, que tem boa chance de oferecer um show particular. Tudo somado, você deve concordar rapidamente com os nativos.
Para não perder o Etna de vista, comecemos por Catânia, segunda maior cidade siciliana, com 300 mil habitantes. Algo caótica, inicia no mar e se estende pela encosta suave do vulcão. Conhecer a montanha viva é básico. Vale ir de carro, caso você tenha alugado um; de ônibus de linha ( 3,65 ou R$ 10, sai da rodoviária às 8h15 e volta às 16h45) até o refúgio Sapienza, centro de visitantes a 1.900 metros; ou subir de teleférico ( 20 ou R$ 61) até a altitude de 2.051 metros. Na cidade, dê atenção à catedral da padroeira Santa Ágata, à Praça do Elefante e ao Castelo Ursino, que está em reforma, mas vale fotos.
Outrora parte da Grécia, quando era chamada de Trinakria (algo como três pontas), a ilha triangular guarda tesouros. Pela costa, faça um bate-volta de 40 minutos rumo ao sul, às ruínas e ao impressionante teatro grego do século 5º a.C., ainda em funcionamento. Procure pela programação de óperas e encenações – gregas, come no?! – no site indafondazione.org. A partir de 20. Aproveite para curtir as praias da região, como Arenella e Fontane Bianche, lindas – umas das poucas praias de areia da Sicília.
Ao norte, distante 52 quilômetros de Catânia e encravada no alto de um morro de 204 metros, a festejada Taormina se revela apenas aos pedestres ao longo do Corso Umberto Primo. O clima local inspirou escritores e artistas como Oscar Wilde, Nietzsche, Coppola e Fellini, e serviu de cenário à trilogia O Poderoso Chefão.
Escadarias medievais levam a bares e restaurantes delicados, como o Casanova Cafe (oesta.do/casanovacafe). Com vista para o Etna (que vi em erupção) e o Mar Jônico, o palco do Teatro Grego ( 8; teatrogrecotaormina.com) merece visita, com ou sem espetáculo. Lá embaixo, com acesso por teleférico ( 5, ida e volta) está a praia de Isola Bella, para estender a canga no canto esquerdo ou se aocmodar em cadeiras alugadas (desde 17).
Em Agrigento, o Vale dos Templos é uma coleção de monumentais construções gregas de 500 a.C ( 13,50; parcodeitempli.net).
Um pouco da Sicília que povoa o imaginário coletivo desde que O Poderoso Chefão chegou aos cinemas, com homens idosos que a tudo observam desconfiados, está na vila de Corleone, a 60 quilômetros de Palermo. Em Savoca fica a igreja San Nicolo, onde se casaram os personagens Michael e Apollonia. Mas é na capital Palermo que você pode fazer uma vista guiada ao cenário do grande final da saga, o Teatro Massimo (teatromassimo.it; 8).
Veja também o Palazzo dei Normanni, que guarda um dos maiores tesouros da Itália: a Capela Palatina, de 1130, com paredes e forro de mosaicos de pedras brilhantes e ouro. A arquitetura mistura os estilos clássico italiano e árabe. Tudo a ver com o Mediterrâneo.
Posts Relacionados

Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro

Mário Toledo lança segundo livro como coautor em São Paulo na semana de abertura da Bienal do Livro

Carmo Dalla Vecchia e Vanessa Gerbelli falam sobre a peça “Forever Young” no Meon Entrevista
