Temendo crise, instituto aposta em “vaquinha virtual” para não fechar

Recriar pede ajuda a internautas após 10 anos servindo a comunidade

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Instituto aposta na cultura e esporte como forma de promoção de cidadania

Taíne Cardoso/ Recriar

O instituto Recriar, que há dez anos realiza um trabalho complementar na educação de crianças dos 6 aos 11 anos em São José dos Campos, está pedindo socorro. O motivo: a crise econômica que tem limitado o poder de investimento das empresas que são parceiras de longa data do projeto.

Sem saber se as verbas, provenientes de leis de incentivo fiscal, irão voltar em 2016, o projeto já se mobilizou para a captação de recursos. E o crowndfounding, espécie de vaquinha virtual, foi o meio encontrado pelos coordenadores para tentar levantar os R$ 550 mil necessários para fazer o projeto funcionar no ano que vem.

No site onde as pessoas podem fazer as doações, as cotas de participação variam dos R$ 20 aos R$ 40 mil. De acordo com a coordenadora do Recriar, Louise Oikawa, os valores foram pensados levando em consideração tanto as pessoas físicas quanto as empresas interessadas em investir parte da verba destinada ao marketing no projeto.

“Pensamos tanto naquela pessoa que quer contribuir espontaneamente, mas que não dispõe de muito dinheiro, até as empresas interessadas em associar suas marcas com o nosso projeto. Para essas, oferecemos uma condição especial de visibilidade nos nossos materiais de divulgação e nos eventos que promovemos”, explica.

A “vaquinha” no site colaborativo foi criada nesta segunda (3) e já está sendo veiculada nas redes sociais. Até o fechamento desta reportagem, R$ 840 já haviam sido arrecadados.

“Essa época de renovação do patrocínio sempre é meio tensa para nós. Estamos acostumados a negociar, esperar até a última hora. Tudo isso sempre fez parte do ‘pacote’. Mas nunca como este ano. A possibilidade de fechar as portas é uma realidade”, explica.

Trabalho

O instituto já atendeu mais de 8 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social nesses dez anos de atividades. São 120 todos os dias. Entre os trabalhos desenvolvidos, encontram-se oficinas de artes, yoga, teatro,música, filosofia, dança, tai chi chuan e outras práticas esportivas e culturais.

“Seria uma pena fecharmos as portas. Há muitas crianças que dependem de nós para fazer a diferença em suas vidas. Acreditamos muito no poder do conhecimento e da educação como agentes de transformação”, afirma.

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