Trabalho voluntário faz bem para os outros e para você
É possível mudar o mundo? Principalmente enquanto somos jovens, muitas vezes o “sim” nasce como uma resposta clara e cristalina. Transformar para melhor, fazer alguma diferença, lutar em prol de algo em que acreditemos parece ser um dos caminhos óbvios para a felicidade.


Fazer trabalho voluntário é uma forma de ajudar a você mesmo
Divulgação
É possível mudar o mundo? Principalmente enquanto somos jovens, muitas vezes o “sim” nasce como uma resposta clara e cristalina. Transformar para melhor, fazer alguma diferença, lutar em prol de algo em que acreditemos parece ser um dos caminhos óbvios para a felicidade. Mas, também acabamos por nos deparar com outras verdades: o mundo é muito grande, muitas são as dificuldades, obstáculos, desafios, problemas.
Concretamente, porém, há caminhos para quem deseja colocar a mão na massa e usar tempo, energia e habilidades para ajudar as pessoas e a comunidade. Exatamente por essa possibilidade, o trabalho voluntário e suas diversas vertentes vêm atraindo um número cada vez maior de jovens brasileiros, ampliando estatísticas e multiplicando iniciativas.
“O voluntariado jovem cresceu bastante no Brasil nos últimos anos. Há diversas iniciativas espalhadas pelo país que comprovam essa tendência além de uma série de novas condutas, como a integração do trabalho voluntário à proposta pedagógica de várias escolas em todo o território nacional”, explica ao portal Nestlé Faz Bem Mônica Mac Dowell, Diretora Presidente da entidade potiguar Natal Voluntários e responsável, no Brasil, pela coordenação do Dia Global do Voluntariado Jovem. A ação, que ocorre em 50 países, tem como intuito estimular jovens a ingressarem no trabalho voluntário. Em 2005, foi realizada de 15 a 17 de abril, mobilizando mais de 30 mil jovens em todo o país.
Essa iniciativa mundial pode ser especialmente importante para o Brasil onde, segundo pesquisas, apenas 7% dos jovens realizam algum tipo de trabalho voluntário – número pequeno se comparado, por exemplo, aos 62% dos jovens americanos realizando o mesmo tipo de ação. Vontade – e a consciência de que arregaçar as mangas para ajudar pode ser uma boa pedida – não parecem ser o problema: a mesma pesquisa aponta que 54% dos jovens no Brasil querem participar de algum tipo de ação de voluntariado, mas simplesmente não sabem por onde começar.
Como ajudar
Por isso, o primeiro passo é obter algumas informações sobre a atuação de um voluntário. Em primeiro lugar: sim, qualquer pessoa pode ser voluntária. Não existe nenhum tipo de exigência, formação ou característica específica para quem quer ajudar. Cada um de nós conta com habilidades que possibilitam ajudar o próximo, de diferentes maneiras. As mais comuns são as seguintes:
Realizando ações individuais – iniciativas como estimular matrículas de crianças em escolas, alfabetizar adultos, doar sangue, dar aulas de artesanato, incentivar a coleta seletiva de lixo;
Participando de campanhas – Por exemplo: as campanhas de doação de sangue, de coleta de livros, de brinquedos, de alimentos, de reciclagem de lixo, do trote cidadão, pela paz, pelo voto consciente, entre outras;
Juntando-se a grupos comunitários – Apoiar a escola pública local, a associação de moradores ou atuando em alguma necessidade específica da comunidade como urbanização, saneamento e saúde, etc;
Trabalhando em Organizações Sociais – que atuam em diferentes causas e oferecem inúmeras oportunidades nas áreas da saúde, assistência social, educação, cidadania, cultura, meio ambiente;
Participando de Projetos Públicos – Trabalhando junto às diversas secretarias municipais e estaduais que visam à melhoria da cidade e das condições de vida da comunidade.
Sendo voluntário em escolas – Procurar alguma escola pública ou particular e participar de projetos ligados ao voluntariado.
Sendo voluntário através da sua empresa – Hoje em dia, muitas empresas e instituições gerenciam projetos de cunho social e, muitas vezes, vezes, os próprios funcionários formam o esforço voluntário dessas ações. Um exemplo é o Nutrir (www.nestle.com.br/nutrir), projeto de educação alimentar criado pela Nestlé para prevenir a desnutrição em crianças e jovens de 5 a 14 anos em situação sócio-econômica desfavorável. O projeto conta com mais de 1.400 voluntários, todos funcionários e empresa.
É importante identificar, antes de tudo, qual atividade será capaz de trazer maior prazer, uma vez que o trabalho voluntário não é um sacrifício nem deve ser encarado como uma obrigação. Trata-se, também, de uma escolha em prol de si mesmo.
“Os jovens que fazem trabalho voluntário desenvolvem o espírito de equipe, de liderança, de expressão pública e têm a auto-estima alimentada. O sentimento de pertencimento e de contribuição a uma causa também cresce, pois o jovem se sente útil para a sociedade. Há, ainda, a oportunidade de aprender mais sobre aspectos gerais da realidade social de sua cidade e sobre aspectos específicos sobre a temática em que está trabalhando. Numa limpeza de mangue, por exemplo, é possível aprender muito sobre esse ecossistema e até sobre criação de camarão”, explica Mônica Mac Dowell.
A integração com outras pessoas, muitas vezes pertencentes a diferentes realidades culturais e sociais, também tem muito a auxiliar no processo de formação da visão de mundo e até do senso de responsabilidade social. Por isso é importante optar por algo que possa trazer esse engrandecimento de maneira prazerosa. Também vale a pena, por exemplo, juntar um grupo de amigos com quem se tenha afinidade para iniciar em alguma atividade voluntária. O mais importante, porém, é atuar. É no plano da realidade que é possível fazer a diferença. A grandes idéias são importantes, mas nunca devem deixar a prática de lado, ainda mais quando o assunto é ajudar a comunidade.
Caminhos
Talvez possa parecer um exagero associar o trabalho voluntário no seu prédio, bairro ou cidade com mudar o mundo, como foi citado no início da matéria. A verdade, porém, é que toda e qualquer mudança global nasce, basicamente, pequenas transformações. A máxima que diz que cada um deve fazer a sua parte pode até perecer meio sem graça, mas reflete bem a realidade.
Tanto é verdade que muitos centros de voluntariado do mundo, inclusive do Brasil, utilizam como diretrizes para as suas ações os 8 Objetivos do Milênio. São eles: acabar com a fome e com a miséria; educação de qualidade para todos; igualdade entre sexos e valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater a AIDS, a malária e outras doenças; qualidade de vida e respeito ao meio ambiente; todo mundo junto pelo desenvolvimento. Essas são, para a ONU, as grandes metas para mudar o mundo no milênio que acaba de começar e se transformaram em verdadeiras diretrizes para o trabalho voluntário em todo o planeta.
Com pequenas ações dos jovens e adultos de hoje e das gerações futuras, espera-se que essas metas possam ser alcançadas. Para isso, não há dúvidas de que o verdadeiro caminho é fazer o que é possível, dando pequenos passos, ajudando. O mundo de hoje, e as gerações futuras, agradecem.
Abaixo, alguns links com informações sobre voluntariado. Além de informações gerais, esses sites ainda trazem orientações práticas e listas de entidades e instituições onde você pode atuar.
Fonte: Nestlé
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