Tristeza com a Copa pode ser positiva para o crescimento das crianças
A derrota sofrida pela seleção brasileira por acachapantes 7 a 1 contra a Alemanha nas semifinais da Copa 2014 foi talvez a primeira grande decepção na vida de jovens torcedores da seleção canarinho. Embaladas pelo clima de festa que tomou conta do país durante o mundial, as crianças foram as principais ‘vítimas’ da humilhação do escrete naquele fatídico 8 de julho.


Pai consola filha no Mineirão durante derrota contra os alemães
Jefferson Bernardes/Vipcomm
A derrota sofrida pela seleção brasileira por acachapantes 7 a 1 contra a Alemanha nas semifinais da Copa 2014 foi talvez a primeira grande decepção na vida de jovens torcedores da seleção canarinho. Embaladas pelo clima de festa que tomou conta do país durante o mundial, as crianças foram as principais ‘vítimas’ da humilhação do escrete naquele fatídico 8 de julho.
Se foi difícil consolar os pequenos enquanto Thomas Müller e companhia castigavam o time brasileiro dentro de campo, passado pouco mais de uma semana do jogo, a tristeza pode ser trabalhada como uma lição para a vida toda.
A psicóloga Patrícia Napoleone, de São José dos Campos, acredita que essa é uma boa hora para que os pais conversem com os filhos sobre frustrações. Segundo a especialista, esse é um tema que atualmente vem sendo omitido no diálogo entre pais e filhos.
“Em uma época em que os pais fazem de tudo para evitar que os filhos passem por frustrações ou sejam contrariados de qualquer forma, lidar com a derrota pode significar crescimento para as crianças. Afinal, o sofrimento faz parte da vida e é preciso saber lidar com esses obstáculos”, afirma.
Para Patrícia, vale explicar aos filhos mais novos as razões que levaram o Brasil a perder o jogo, discutindo com eles como a seleção poderia ter se preparado melhor para enfrentar um desafio tão grande quanto a Copa do Mundo. O segredo, de acordo com a psicóloga, é trabalhar com analogias, trazendo os problemas enfrentados pelo time para o cotidiano das crianças.
“Essa conversa pode ser uma porta de entrada para abordar assuntos que fazem parte do universo da criança. Por exemplo, se faltou mais planejamento para o time brasileiro, a hora é de conversar com o filho sobre a importância de ser disciplinado nas atividades do dia a dia: comer verduras, fazer o dever de casa ou ir a escola, por exemplo”, aconselha a psicóloga.
Exemplo
O exemplo dos pais dentro de casa também condiciona a maneira como as crianças vão absorver as frustrações. Portanto, tão importante quanto o discurso com os pequenos, é a forma que os pais agem dentro de casa.
“A criança segue muito o exemplo dos pais. Ela tem essa capacidade de absorver muito do ambiente familiar. Por isso, os próprios pais precisam se perguntar se eles mesmos têm essa característica de aprender com as frustrações antes de conversar sobre o assunto com seus filhos”, comenta.
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