Um jardim para a vida toda
Em 1963, a região do Alto da Boa Vista, na zona sul de São Paulo, era bem diferente do bairro densamente ocupado de hoje. Os vizinhos eram poucos, as crianças podiam brincar na rua e não havia nenhum prédio por perto. Naquele ano a construção da casa de Suzanne Seymour Burt foi concluída e ela se instalou ali com o marido e os dois filhos, e plantou as primeiras plantas do jardim.


Jardim na cobertura de um prédio, projetado pela paisagista Paula Magaldi
Nome do fotógrafo
Em 1963, a região do Alto da Boa Vista, na zona sul de São Paulo, era bem diferente do bairro densamente ocupado de hoje. Os vizinhos eram poucos, as crianças podiam brincar na rua e não havia nenhum prédio por perto. Naquele ano a construção da casa de Suzanne Seymour Burt foi concluída e ela se instalou ali com o marido e os dois filhos, e plantou as primeiras plantas do jardim.
Hoje, o sol já não banha o quintal e a lateral do imóvel o dia todo, culpa do prédio ao lado. Mas o jardim se mantém impecável, com folhagens vistosas, suculentas em plena forma e azaleias em flor, culpa de Suzanne. “Sempre cuidei do jardim, a azaleia na entrada da casa foi plantada logo que mudamos, há mais de 50 anos”, conta.
Um jardineiro a ajuda há 20 anos a deixar tudo do jeito que ela gosta. Nos últimos meses com mais atenção ao consumo de água. “O gramado da frente da casa secou, mas no quintal estou conseguindo manter.”
Em um dos corredores laterais, um canto verde reúne ciclantus, singônios e filodendros. Nos fundos, suculentas variadas formam fila diante da varanda envidraçada. Atrás de um típico banco de jardim, os vasos de orquídeas estão pendurados no coqueirinho. E a coleção de heras está pronta para ser levada para uma exposição que Suzanne organiza com as outras sócias do São Paulo Garden Club (mais informações no box). “Em 1989 entrei para o clube para aprender a cuidar melhor das minhas plantas”, diz.
E ela continuou aprendendo em todos esses anos, já que é a responsável pela redação do calendário do jardim, um guia com dicas de cultivo de flores e hortaliças. A experiência com jardinagem, no entanto, não tirou sua capacidade de se encantar com as pequenas surpresas de seu jardim. Como no dia em que a flor branca alta, como um espigão, brotou das folhas verde-escuras do acanto. Ou com as visitas constantes à ocna florida na grade de casa. “Os passarinhos fazem a festa aqui.”
Posts Relacionados

Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro

Mário Toledo lança segundo livro como coautor em São Paulo na semana de abertura da Bienal do Livro

Carmo Dalla Vecchia e Vanessa Gerbelli falam sobre a peça “Forever Young” no Meon Entrevista
