Uma ajuda para encarar o luto
O grupo ENA (Espaço Nossa Âncora) foi criado em 2003 com o objetivo de oferecer assistência às pessoas que vivenciam situações de perdas significativas visando dar um novo sentido à vida. Desde então, a entidade já atendeu mais de mil pessoas que sofreram a dor do luto pela morte de um ente querido em São José dos Campos.


Grupo foi criado em 2003 em São José dos Campos
Divulgação/ENA
O grupo ENA (Espaço Nossa Âncora) foi criado em 2003 com o objetivo de oferecer assistência às pessoas que vivenciam situações de perdas significativas visando dar um novo sentido à vida. Desde então, a entidade já atendeu mais de mil pessoas que sofreram a dor do luto pela morte de um ente querido em São José dos Campos.
“Numa família, o impacto causado pela morte de um ente querido pode provocar reações diversas não apenas em cada individuo isoladamente, mas também no sistema familiar. A grande maioria demonstra reações e sentimentos de choque, tristeza, culpa, agitação, ansiedade, solidão, depressão, negação, raiva e hostilidade”, afirma o presidente da entidade João Baptista Faria Junior.
Para o presidente, nesses 11 anos, os profissionais da entidade identificaram que há uma carência em falar sobre morte. “Às vezes, muitos tentam consolar sentimentos de dor, mas ficam incomodados com o silêncio e com o choro da pessoa que está em luto. Apressam em buscar uma palavra de conforto e acabam inibindo qualquer expressão de sentimentos”, conta João.
Segundo o presidente, os sentimentos após uma perda são considerados naturais e esperados, mas a repressão desses sentimentos pode causar o adoecimento físico, psíquico, espiritual e social.
Atualmente, a entidade também atende pessoas envolvidas em outros casos como divórcio, lesões ou doenças que tornam o indivíduo incapacitado, notícia de diagnóstico de doenças como câncer, AIDS, hanseníase, Alzheimer e outros, principalmente quando traduzem um risco eminente de morte.
Os plantões de atendimento do ENA acontecem toda quarta-feira, das 15h às 19h, ou com agendamento. O interessado deve se cadastrar e em seguida é encaminhado para um grupo fechado de 10 pessoas, que participam de 13 encontros por semana.
Pode participar, qualquer pessoa com mais de 18 anos e que tenha a necessidade de expressão de sentimentos decorrentes de perdas significativas. As sessões tem duração de duas horas e abordam temas pré-estabelecidos. No final do décimo terceiro encontro é aplicado um questionário avaliativo.
“Nesses 11 anos, muitas pessoas conseguiram elaborar o luto e retomaram a vida. Outras retomaram a rotina do dia a dia, os estudos, trabalhos, novas amizades, novos relacionamentos afetivos e assumiram novos papeis no sistema familiar”, conclui João.
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