Vales da Lua e da Morte
A 25km de San Pedro de Atacama, a impressão é de estar em outro planeta


Turistas caminham pelo Vale da Lua, que deve ser um dos primeiros passeios do Atacama: paisagens que parecem de outro mundo e nenhum sinal de vegetação
Marina Pauliquevis/Estadão
O Vale da Lua me deu as boas-vindas ao Atacama. Não poderia ter começado melhor minha viagem pelo deserto. A 25 quilômetros de San Pedro, o passeio não exige muito do turista e é até aconselhável que seja feito no início da viagem, para que o corpo vá se aclimatando com a altitude. No caminho, cruzamos com vários turistas que optaram por fazer o trecho de bicicleta.
Ali, a secura é extrema e não há traço nenhum de vegetação. Só formações rochosas e dunas avermelhadas. Caminhamos por cerca de 3 quilômetros, passando por subidas que pedem um pouco mais de fôlego – estamos a 2.550 metros do nível do mar e o corpo reclama. Carregue sempre com você uma garrafa d’água, de preferência, térmica.
Do alto de uma duna, vemos por que o lugar foi batizado de Vale da Lua. Em um terreno plano, a superfície esbranquiçada pelo sal, muito presente no solo de toda a região, lembra as fotos que vemos do satélite natural da Terra.
De lá, rodamos mais 10 minutos de carro em direção ao Vale da Morte para ver o pôr do sol. Se no Vale da Lua o calor chegou a incomodar, aqui, ao cair do dia, tivemos de tirar da mochila o casaco corta vento – companheiro indispensável na viagem.
Segundo os guias, não há consenso no motivo que batizou esse pedaço do deserto. Uma das explicações seria uma confusão com a tradução do nome dado pelo padre e explorador belga Gustavo Le Paige, que estudou o lugar e pretendia chamá-lo de Vale de Marte O que faria muito mais sentido, considerando que é o lugar é considerado o mais inóspito do Atacama.
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