Abatido pela queda na Libertadores, São Paulo perde para a Ponte em Campinas
A eliminação na Copa Libertadores para o Cruzeiro, na última quarta-feira, ainda pesa nos ombros dos são-paulinos. Lento, desanimado e sem poder de finalização, o time foi derrotado por 1 a 0 pela Ponte Preta neste domingo, no Estádio Moisés Lucarelli, com portões fechados. A primeira derrota no Campeonato Brasileiro saiu “barata”, pois Rogério…

A eliminação na Copa Libertadores para o Cruzeiro, na última quarta-feira, ainda pesa nos ombros dos são-paulinos. Lento, desanimado e sem poder de finalização, o time foi derrotado por 1 a 0 pela Ponte Preta neste domingo, no Estádio Moisés Lucarelli, com portões fechados. A primeira derrota no Campeonato Brasileiro saiu “barata”, pois Rogério Ceni fez grandes defesas e foi o melhor em campo.
Neste domingo, a Ponte Preta cumpriu o primeiro de dois jogos com portões fechados por causa da briga de sua torcida contra a do Joinville na Série B do Campeonato Brasileiro do ano passado. Curiosamente, a equipe conseguiu se virar sem o incentivo dos torcedores. As arquibancadas vazias foram compensadas por um esquema simples e azeitado, que garantiu o domínio durante o jogo inteiro.
A outra parte dessa boa atuação se explica pela inspiração de Renato Cajá, aquele meia clássico que carimba a bola em todos os lances e costuma ser lúcido na maioria deles. Ele foi lúcido para passar de lado, mas também soube resolver os lances sozinho. Foi o que ele fez aos 13 para abrir o placar. Depois da falha de Centurión, o camisa 10 chutou de fora da área, com a cabeça erguida, e venceu o duelo pessoal com Ceni.
O São Paulo demorou para definir sua estratégia. A equipe repetiu os erros que foram a tônica na Copa Libertadores e que contribuíram com a eliminação nas oitavas de final: a troca de passes na intermediária sem objetividade ou poder de finalização. Ninguém chuta a gol. Ganso aparecia pouco para jogar, os laterais foram pouco acionados. Além do abismo que havia entre os setores da equipe, o meio não enxergava o ataque de jeito nenhum, faltava ânimo e entusiasmo. A eliminação na Libertadores ainda pesava. Defensivamente, o time também teve atuação confusa. Mesmo com três volantes (Rodrigo Caio, Hudson e Wesley), a equipe não encontrava o meias do time campineiro, que poderia ter resolvido a partida no primeiro tempo.
A Ponte Preta resolvia a equação de seus ataques em poucos lances. Foi assim com outras duas finalizações de Renato Cajá, uma delas, uma bela cobrança de falta na trave, e um chute cruzado de Diego Oliveira, aos 39. E as chances foram se sucedendo também na etapa final. Das dez finalizações da Ponte Preta no início do segundo tempo, sete foram chances reais. Rogério já era o melhor do jogo, mesmo com a derrota.
Milton Cruz fez uma troca pouco usual e tirou o volante Wesley para escalar o atacante Luis Fabiano. Embora a equipe tenha chutado mais vezes a gol, acabou dando mais espaços para o rival. O problema, portanto, não era a peça, mas o esquema que não funcionou até o final do jogo. Assim, o time acabou derrotado.
Com a vitória, a Ponte chegou aos quatro pontos, em quinto lugar no Brasileirão. Já o São Paulo, com três, é o nono colocado. Na próxima rodada, o time de Campinas enfrenta a Chapecoense, em casa. No dia seguinte, o São Paulo visita o Internacional no Beira-Rio.
FICHA TÉCNICA
PONTE PRETA 1 x 0 SÃO PAULO
SÃO PAULO – Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi (Paulo Miranda), Dória e Reinaldo; Rodrigo Caio, Hudson, Wesley (Luis Fabiano) e Ganso; Centurión (Jonathan Cafu) e Pato. Técnico: Milton Cruz.
PONTE PRETA – Marcelo Lomba; Rodinei, Renato Chaves, Pablo e Gilson; Josimar, Fernando Bob e Renato Cajá (Roni); Biro Biro, Felipe Azevedo (Juninho) e Diego Oliveira (Borges). Técnico: Guto Ferreira.
GOL – Renato Cajá, aos 13 minutos do primeiro tempo
ÁRBITRO – Raphael Claus
CARTÕES AMARELOS – Ganso, Felipe Azevedo, Paulo Miranda e Luis Fabiano.
RENDA E PÚBLICO – Jogo com portões fechados.
LOCAL – Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
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