Alemães escrevem história na Copa dos recordes
A equipe germânica tornou-se na primeira seleção europeia a conquistar uma Copa do Mundo da Fifa disputada na América do Sul e o Brasil aplaudiu um mundial recheado de grandes jogos de futebol e recordes para a história. Na grande final do Maracanã, um gol de Mário Gotze, já no segundo tempo da prorrogação, acabou com o sonho argentino de chegar ao tri.


Alemanha fatura o terceiro título na Copa do Mundo
Jefferson Bernardes/Vipcoom
A equipe germânica tornou-se na primeira seleção europeia a conquistar uma Copa do Mundo da Fifa disputada na América do Sul e o Brasil aplaudiu um mundial recheado de grandes jogos de futebol e recordes para a história. Na grande final do Maracanã, um gol de Mário Gotze, já no segundo tempo da prorrogação, acabou com o sonho argentino de chegar ao tri.
Um mês e 64 jogos depois, a Copa do Mundo do Brasil chegou ao final com mais uma partida emocionante e que foi decidida com o 171º gol da competição, número que iguala o recorde – da França 1998. Com as arquibancadas dos 12 estádios sempre cheios, o Brasil organizou o segundo mundial com mais público da história. Foram 3.429.873 os torcedores que viram os jogos ao vivo, número que apenas não bateu o registro da Copa organizada pelos Estados Unidos em 1994.
Cuidados e oportunidades
Final é final, e os cuidados são obrigatórios, mas não faltou emoção para os 74,738 torcedores que lotaram o Maracanã e que viram duas equipes com posturas bem diferentes no gramado. A Alemanha com mais posse de bola e jogadas mais pensadas, enquanto a Argentina mostrava mais cautela e, enquanto isso, uma saída velocíssima para os contra-ataques.
E o primeiro lance que entusiasmou a arquibancada até nasceu de um erro pouco habitual da zaga germânica. Toni Kroos falhou um atraso e deixou Gonzalo Higuaín livre na entrada da área, porém o chute do atacante saiu ao lado. O mesmo Higuaín, e toda a nação argentina, celebraria um gol em cima da meia hora, mas o lance foi anulado por impedimento do jogador do Napoli.
A equipe europeia demorou a criar perigo, mas não foi para o intervalo sem as suas chances. Primeiro, foi Romero e travar um chute de Schurrle e, mesmo a instantes do intervalo, após escanteio, uma cabeçada de Höwedes acertou em cheio na trave da baliza argentina.
O segundo tempo foi bem mais cauteloso, mas até começou com uma oportunidade de ouro para os sul-americanos. Lionel Messi surgiu sozinho pela esquerda da área, mas, frente a Manuel Neuer, o astro do Barcelona atirou ao lado, o mesmo destino que teve o chute de Toni Kroos no fim do tempo regulamentar.
Distração e classe de Götze
Tudo para decidir na prorrogação e, mais uma vez, os erros a parecerem ser o único caminho para o gol. Schürrle só não porque Romero não deixou, enquanto Rodrigo Palacio também apareceu cara a cara com Neuer, mas dominou mal e tocou para fora ao tentar encobrir o Luva de Ouro adidas da competição.
Parecia que a Copa do Mundo ia ser decidida nos pênaltis pela terceira vez na história, mas o minuto de 113 acabou por mudar tudo. Raro momento de distração da zaga argentina, cruzamento de Schürrle e Mario Götze teve classe: matou no peito antes de rematar de canhota para o gol que lançou a festa germânica e o desespero argentino. Indubitavelmente, foi eleito o Craque do Jogo Budweiser da final.
A Alemanha é tetracampeã do Mundo, iguala a Itália e fica a um troféu do Brasil, que também pôde celebrar o sucesso na organização da maior competição futebolística do planeta.
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