Aos 31 anos, Érika Miranda anuncia a sua aposentadoria no judô
Um dos nomes de maior destaque do judô do Brasil nos últimos anos, Érika Miranda anunciou nesta terça-feira a sua aposentadoria do esporte. Aos 31 anos, sendo 12 deles representando a seleção principal do Brasil, a brasiliense fecha um ciclo de inúmeras conquistas no tatame e ainda entre as melhores do mundo – como atual número 4 no peso…

Um dos nomes de maior destaque do judô do Brasil nos últimos anos, Érika Miranda anunciou nesta terça-feira a sua aposentadoria do esporte. Aos 31 anos, sendo 12 deles representando a seleção principal do Brasil, a brasiliense fecha um ciclo de inúmeras conquistas no tatame e ainda entre as melhores do mundo – como atual número 4 no peso meio-leve feminino (52 kg) no ranking da Federação Internacional de Judô (IFJ, na sigla em inglês).
“Hoje, com orgulho e emoção, venho despedir-me da minha carreira no judô, esporte pelo qual vivi todos os dias com empenho, disciplina, profissionalismo e renúncias. Mas, sobretudo, com amor e paixão”, disse Érika, em declarações publicadas em seu Instagram e reproduzidas também no site da Confederação Brasileira de Judô (CBJ). “Há momentos na vida que somos compelidos a tomar decisões importantes e esta, sem dúvida, é a mais difícil para mim: deixar o judô a fim de priorizar a minha saúde”.
Como último ato em sua carreira, Érika Miranda será homenageada na sede de seu clube, a Sogipa-RS, nesta quarta-feira, às 15 horas, em Porto Alegre, quando atenderá a imprensa e falará sobre os próximos passos que pretende trilhar na nova etapa de sua vida.
“Se haverá o meu retorno um dia, aos tatames do judô, só o tempo determinará. No momento, sigo em frente com humildade, gratidão e, sobretudo, com a certeza de que em cada treino, em cada luta, dei o melhor de mim!”, encerrou Érika em suas redes sociais.
A judoca competiu pela última vez no Mundial de Baku, no mês passado, na capital do Azerbaijão, onde conquistou o bronze. Este resultado a colocou ao lado de Mayra Aguiar como recordistas do judô brasileiro em pódios mundiais com cinco medalhas. Érika foi prata no Rio de Janeiro, em 2013, e bronze em todos os Mundiais seguintes: Chelyabinsk/2014, Astana/2015, Budapeste/2017 e Baku/2018.
Ela representou o Brasil em duas edições de Jogos Olímpicos: Londres/2012 e Rio/2016, onde disputou o bronze e terminou em quinto lugar – o seu melhor resultado em uma Olimpíada.
Mas a carreira de Érika Miranda não se resume apenas a Mundiais e Jogos Olímpicos. Ao longo desses anos, colecionou dezenas de medalhas em etapas de todos os níveis do Circuito Mundial, tornando-se uma das judocas mais consistentes do mundo, chegando a liderar o ranking mundial por diversas vezes. Dominou a categoria meio-leve no continente americano, conquistando 12 medalhas pan-americanas (Jogos e Campeonatos).
Além de todas as conquistas, Érika Miranda desempenhou dentro e fora dos tatames papel de liderança junto às suas companheiras de seleção que formam uma das gerações mais vitoriosas do judô feminino brasileiro – casos de Sarah Menezes, Rafaela Silva, Ketleyn Quadros, Mariana Silva, Maria Portela, Mayra Aguiar e Maria Suelen Altheman.
“A Érika é uma das pioneiras na virada que transformou o judô feminino do Brasil nessa força que ele é hoje. Ela é a comandante dessa geração. Acredito que ainda tinha lenha para queimar, mas eu respeito e compreendo essa decisão de muita coragem, virtude que ela sempre demonstrou nos tatames defendendo o Brasil”, comentou Ney Wilson Pereira, gestor de Alto Rendimento da CBJ.
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