Após ameaça de boicote, CBB chama clubes femininos e promete mostrar planejamento
Após o presidente do Americana/Corinthians, Ricardo Molina, se manifestar prometendo um boicote à seleção brasileira feminina, o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Carlos Nunes, agendou um encontro para apresentar o planejamento da entidade para os Jogos Olímpicos de 2016 e ouvir o manifesto de dirigentes, treinadores e outros…

Após o presidente do Americana/Corinthians, Ricardo Molina, se manifestar prometendo um boicote à seleção brasileira feminina, o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Carlos Nunes, agendou um encontro para apresentar o planejamento da entidade para os Jogos Olímpicos de 2016 e ouvir o manifesto de dirigentes, treinadores e outros profissionais da modalidade.
“É uma situação que poderia ser evitada. Há um planejamento para o basquete feminino e imagino que nem todos tenham o conhecimento. O tratamento ao basquete feminino é igual ao masculino”, garantiu Carlos Nunes. “Vamos promover este encontro justamente para apresentar o planejamento e ouvir o que todos têm para dizer”, completou.
A reunião será realizada no dia 3 de dezembro, às 13h, no Salão de Convenções da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Segundo nota da CBB, foram convidados dirigentes, técnicos, atletas e presidentes de federações que estão disputando a Liga de Basquete Feminino (LBF) 2015-2016, além de representantes do Ministério do Esporte, Comitê Olímpico do Brasil (COB), Associação de Atletas Profissionais de Basquetebol, Associação de Treinadores de Basquetebol, da Liga Nacional de Basquete (LNB) e o presidente da LBF.
Na segunda-feira, Ricardo Molina divulgou o boicote dizendo que os seis times que disputam a LBF não iriam liberar as jogadoras para participar do evento-teste do basquete para os Jogos Olímpicos, que está agendado para janeiro de 2016. Roberto Dornelas, técnico do América-PE, e um dos líderes do grupo, confirmou a intenção do movimento.
O descontentamento com o tratamento dado ao basquete feminino por parte da gestão Carlos Nunes vem de anos, mas o estopim para o início do movimento foi a ausência de qualquer dirigente da CBB no evento de lançamento da LBF 2015/2016, na semana passada, em São Paulo. Nunes, entretanto, esteve presente ao evento-teste do tênis de mesa, no Rio.
O grupo defende uma intervenção na gestão da seleção feminina, incluindo até uma possível demissão do atual treinador Luiz Augusto Zanon. A alegação neste caso é que o técnico abandonou o feminino ao assumir o time masculino de São José. Neste momento, no entanto, Zanon está sem clube.
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