Após Brasília desistir, FISU reabre escolha para Universíada/2019
A Federação Internacional de Esportes Universitários (FISU) afirma que “obviamente” está reaberto o processo de escolha da sede da Universíada de 2019. Brasília foi candidata única na eleição realizada em 2013, ganhou o direito de organizar o terceiro maior evento poliesportivo do mundo, mas abdicou do mesmo no fim do ano passado. De acordo…

A Federação Internacional de Esportes Universitários (FISU) afirma que “obviamente” está reaberto o processo de escolha da sede da Universíada de 2019. Brasília foi candidata única na eleição realizada em 2013, ganhou o direito de organizar o terceiro maior evento poliesportivo do mundo, mas abdicou do mesmo no fim do ano passado.
De acordo com a entidade que organiza o esporte universitário no mundo, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), antes mesmo de assumir o cargo, comunicou ao presidente da FISU, Claude-Louis Gallien, que Brasília não teria condições financeiras de organizar a 30.ª edição da Universíada.
Ainda de acordo com a FISU, o presidente da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), Luciano Cabral, e o ministro do Esporte, George Hilton (PRB), expressaram descontentamento com a situação e demonstraram interesse de “tomar as medidas necessárias para manter a Universíada no Brasil”.
Com a desistência de Brasília, oficializada no dia 19 de dezembro para a FISU, algumas cidades já mostraram interesse em receber a Universíada. “Com relação às outras consequências da decisão de Brasília, a FISU vai discutir com outras partes interessadas no Brasil, para encontrar uma solução satisfatória”, disse a FISU, em nota.
Na quinta-feira, Hilton e Cabral se reuniram e o ministro prometeu empenho em dissuadir o governo do Distrito Federal da decisão de abrir mão da organização da Universíada, cuja previsão é reunir 12 mil atletas em 2019.
Em 2011, Brasília tentou receber a Universíada de 2017, sem qualquer apoio do Governo Federal e em uma candidatura que não teve nenhuma divulgação. Taipei (Taiwan), porém, venceu a eleição por 13 votos a nove. Na época, o governador Agnelo Queiroz (PT) estimou em R$ 230 milhões o investimento do governo do Distrito Federal na organização do evento.
Brasília voltou a concorrer à Universíada em 2013, quando acabou sendo única candidata (Baku e Budapeste desistiram de última hora). Assim, com o apoio da presidente Dilma, recebeu o direito de organizar o evento em 2019. Desde então, porém, nada se falou sobre custos.
Sabe-se que havia a previsão de construção de quatro estruturas permanentes (para tênis, tênis de mesa, badminton e lutas) e outras quatro provisórias. O maior investimento, porém, seria para levantar uma Vila Olímpica com 2.496 apartamentos.
Agnelo chegou a falar em investir R$ 230 milhões no Centro Olímpico da UNB (Universidade de Brasília), que é onde aconteceriam a maior parte dos eventos. A reforma no local, porém, foi custeada pelo ministério do Esporte, que destinou cerca de R$ 22 milhões. Assim, a estrutura ainda não é compatível com a grandiosidade da Universíada – seriam necessárias novas obras para deixar o local no mínimo parecido com as ilustrações do vídeo de apresentação da candidatura.
A CBDU tem forte interesse na realização da Universíada em Brasília. Afinal, no projeto apresentado à FISU existia a promessa da construção de uma nova e moderna sede para a entidade, com um amplo centro de treinamento.
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