Ary Graça refuta acusações e cita auditoria externa
O ex-presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Ary Graça, refuta todas as denúncias feitas contra a sua gestão à frente da entidade máxima do vôlei. O dirigente, que atualmente preside de Federação Internacional (FIVB), afirma que ainda não teve acesso ao relatório da Controladoria Geral da União (CGU), revelado na quinta-feira,…

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Ary Graça, refuta todas as denúncias feitas contra a sua gestão à frente da entidade máxima do vôlei. O dirigente, que atualmente preside de Federação Internacional (FIVB), afirma que ainda não teve acesso ao relatório da Controladoria Geral da União (CGU), revelado na quinta-feira, mas rejeita tudo que saiu na imprensa.
De acordo com Graça, uma auditoria externa, feita pela Price, “avaliou todos os contratos e não encontrou nenhuma ilegalidade”. Ainda segundo o dirigente, “advogados externos” asseguram que os contratos são absolutamente legais. “Estes documentos estão em posse da CBV”, garante ele.
Na quinta, a CGU anunciou que identificou irregularidades de R$ 30 milhões em contratos da CBV. Conforme relatório de auditoria especial, os problemas envolvem pagamentos feitos entre 2010 e 2013. Graça presidiu a CBV até dezembro de 2012, deixando o cargo para Walter Pitombo Larangeiras, conhecido como Toroca, que foi vice-presidente da CBV por mais de 30 anos.
Ao verificar a gestão da entidade e o destino dado aos recursos federais obtidos, os auditores detectaram 13 contratos com irregularidades. Segundo a CGU, empresas contratadas pertenciam a parentes de ex-presidente, funcionários e ex-funcionários da CBV.
Em nota, a CGU informa que os auditores detectaram que parte do repasse do Bônus de Performance oferecido pelo Banco do Brasil, principal patrocinador da CBV, não estava sendo paga aos atletas e à comissão técnica da seleção.
Graça, entretanto alega que “houve efetiva contraprestação dos serviços contratados, o que pode ser evidenciado por provas documentais e testemunhais”. O argumento do dirigente é a CBV recolheu todos os impostos devidos e que seria “impossível o voleibol brasileiro ter chegado ao ponto que chegou sem a efetiva prestação dos serviços pelas empresas”.
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