Banco do Brasil volta a suspender o patrocínio à CBV
O Banco do Brasil voltou a suspender o patrocínio ao vôlei brasileiro. Os pagamentos à Confederação Brasileira de Voleibol (CVB) foram paralisados em fevereiro porque a entidade deixou de cumprir algumas das medidas acertadas com o banco e com a Controladoria Geral da União (CGU), em dezembro do ano passado. A reportagem apurou que o contrato…

O Banco do Brasil voltou a suspender o patrocínio ao vôlei brasileiro. Os pagamentos à Confederação Brasileira de Voleibol (CVB) foram paralisados em fevereiro porque a entidade deixou de cumprir algumas das medidas acertadas com o banco e com a Controladoria Geral da União (CGU), em dezembro do ano passado.
A reportagem apurou que o contrato de patrocínio com o vôlei é de R$ 70 milhões por ano. O BB só repassará os R$ 17,5 milhões retroativos aos três meses que foram suspensos depois que tiver certeza que a CBV cumpriu todas as medidas impostas depois que a CGU comprovou irregularidades na gestão do dinheiro público na entidade.
A CGU determinou abertura de investigação sobre contratos firmados entre a CBV e o banco entre 2010 e 2013, na gestão do ex-presidente Ary Graça Filho, hoje mandatário da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).
A CBV cumpriu alguns itens do acordo que permitiu a retomada do apoio, como a implantação de regras de contratações e definição de parâmetros na destinação do bônus de performances aos atletas. Outros pontos, porém, ainda não tinham sido adotados como a reformulação de regras de contratações, criação da ouvidoria da CBV e compromisso de buscar ressarcir os valores pagos de serviços que não tiveram a comprovação de que foram executados. A reportagem apurou que essas medidas foram tratadas na assembleia da CBV na quarta-feira.
A implantação de um comitê de apoio ao conselho diretor da CBV com participação dos atletas foi parcialmente cumprida. O comitê já foi criado, mas não da forma como o banco quer. Esse item, porém, tem um prazo maior para ser totalmente cumprido.
O BB tem dois contratos com a CBV para patrocinar vôlei de quadra e vôlei de praia. Os dois foram paralisados nesses três meses. O BB patrocina o vôlei desde 1991. O último contrato assinado vai até 2017.
Depois da investigação da CGU, a CBV assumiu o compromisso com o banco de implementar em 90 dias todos os itens dos aditivos. O comitê de apoio com participação dos atletas tem prazo de 180 dias para ser colocado em prática da maneira como quer o banco.
“O Banco do Brasil informa que o pagamento das parcelas de patrocínio à Confederação Brasileira de Voleibol está suspenso desde fevereiro de 2015, pelo não cumprimento integral das medidas previstas para o período. O BB segue acompanhando a implantação das medidas e aguarda a demonstração que comprove o cumprimento de todas as ações adotadas pela CBV. A retomada dos pagamentos está condicionada à efetiva implantação das medidas acordadas”, comunicou o banco, em nota.
A CBV, por sua vez, informou que as medidas que estavam pendentes dependiam da aprovação da assembleia geral da entidade, o que ocorreu na última quarta-feira. Segundo a entidade, as evidências do cumprimento desses itens foram encaminhadas nesta sexta-feira ao BB. “A CBV permanece empenhada em atender os anseios por uma gestão do voleibol cada vez mais robusta e transparente”, afirmou, em nota.
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