Brasil vai em busca de 4 medalhas na etapa francesa da Copa do Mundo de Vela
O Brasil vai em busca de quatro medalhas no último dia de competições da etapa de Hyères (França) da Copa do Mundo de Vela, neste domingo. A principal esperança é na classe 470 Feminina, em que Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan fecharam a fase de classificação em primeiro, neste sábado, e chegam à medal race como favoritas ao ouro. As…

O Brasil vai em busca de quatro medalhas no último dia de competições da etapa de Hyères (França) da Copa do Mundo de Vela, neste domingo. A principal esperança é na classe 470 Feminina, em que Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan fecharam a fase de classificação em primeiro, neste sábado, e chegam à medal race como favoritas ao ouro.
As brasileiras, que lideram desde o segundo dia da etapa, têm 41 pontos perdidos, mas pouca vantagem sobre os demais barcos. As britânicas têm 43, as francesas 46 e as neozelandesas 47. Na medal race, são apenas 10 barcos, com pontuação dobrada. Pela mesma classe, Renata Decnop e Isabel Swan despencaram na classificação nos últimos dois dias e terminaram na 18.ª colocação.
Campeãs mundiais, Martine Grael e Kahena Kunze fizeram mais uma prova de recuperação em Hyères, a ponto de chegarem à medal race da 49er FX na primeira colocação. Como as brasileiras têm 82 pontos perdidos e as dinamarquesas Ida Marie Nielsen e Marie Olsen têm 83, leva a melhor quem ficar à frente. O barco da Itália vem em terceiro, com 89. A medalha já é garantida porque Martine e Kahena não podem ser ultrapassadas pelas quartas colocadas.
Já convocada para a Olimpíada, Patrícia Freitas vem surpreendendo na RS:X. Terceira colocada da fase de classificação, ela tem 98 pontos pedidos, um a mais que a francesa segunda colocada.
Já Robert Scheidt precisa fazer uma grande medal race para terminar a Copa do Mundo da França com medalha. Sem ir ao pódio de uma competição internacional de grande porte desde o título mundial de 2013, ele terminou a fase de classificação da Laser em sexto, com 58 pontos perdidos. Entretanto, ele tem chance até de lutar pelo ouro, uma vez que o líder tem 42 pontos perdidos. São três de diferença para o terceiro colocado.
VAGA OLÍMPICA – Como o Brasil tem garantida presença em todas as classes nos Jogos do Rio-2016, a seletiva é interna para escolher o representante do País. E a Copa do Mundo de Hyères é um dos 11 eventos escolhidos pelo Conselho Técnico da CBVela para avaliar os candidatos. Destes, seis aconteceram em 2014 e outros quatro serão este ano.
Na Laser, Robert Scheidt praticamente carimbou o passaporte porque Bruno Fontes voltou a ir mal, em 28.º. O mesmo na 470 Feminina, com Renata e Isabel fora da medal race. Martine e Kahena, por falta de concorrentes, já estão convocadas para os Jogos.
Em outras duas classes (além da RS:X Feminina), a CBVela já apontou os escolhidos. Jorge Zarif foi 23.º na Finn e segue sem resultados satisfatórios desde o título mundial de 2013. Na RS:X, Bimba foi mal neste sábado e terminou Hyères em 13.º.
Brigando pela vaga, Henrique Haddad (Gigante)/Bruno Amorim chegou em 20.º na 470 Masculina, 13 posições à frente de Geison Dzioubanov/Gustavo Thiesen. Na 49er, Marco Grael/Gabriel Borges não conseguiu repetir o bom desempenho do Princesa Sofia, na Espanha, mas bateu Dante Bianchi/Thomas Low-Beer por 17 posições (18.º a 35.º). Nos dois casos, a disputa está aberta.
Na Laser Radial, só Fernanda Decnop foi a Hyères, terminando no 34.º lugar. Por fim, na Nacra 17, nova classe mista olímpica, os gaúchos Samuel Albrecht e Geórgia da Silva (28.º) voltaram a ir melhor que os cariocas João Siemsen Bulhões e Gabriela Nicolino de Sá (34.º).
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