Calor e pista com asfalto e concreto serão os desafios em Santiago, diz Di Grassi
Com a experiência de já ter um título da Fórmula E no currículo, Lucas di Grassi acredita que o forte calor e a pista mista, com trechos de asfalto e concreto, serão os maiores desafios dos pilotos na terceira etapa da temporada, neste sábado, em Santiago, no Chile. A expectativa é de que os termômetros registrem até 38ºC, temperatura…

Com a experiência de já ter um título da Fórmula E no currículo, Lucas di Grassi acredita que o forte calor e a pista mista, com trechos de asfalto e concreto, serão os maiores desafios dos pilotos na terceira etapa da temporada, neste sábado, em Santiago, no Chile. A expectativa é de que os termômetros registrem até 38ºC, temperatura inesperada na capital chilena.
“A pista é bem interessante. A parte do concreto tem pouquíssima aderência e o asfalto novo tem muita aderência. Então, é difícil acertar o carro. E, além disso, tem a questão da temperatura, que afeta tanto a bateria quanto o pneu”, comentou o brasileiro, após o “shakedown”, que é o primeiro contato dos carros com o traçado, nesta sexta-feira.
A temperatura, portanto, será decisiva para a estratégia das equipes, que podem priorizar o acerto do carro para os trechos de asfalto ou de concreto. Di Grassi admitiu que a Audi, sua equipe, deve priorizar a maior aderência do asfalto. Mas reconheceu que a prova será complicada. “Quanto mais difícil, mais divertida a corrida.”
O piloto disse ainda que prefere o traçado em que a etapa foi disputada na temporada passada. Desta vez, a corrida será no Parque O’Higgins. Na sua avaliação, a instalação de uma chicane no meio da reta oposta do traçado pode prejudicar a prova. “Aquela chicane, na reta oposta, é bem complicada. Eu preferia sem ela, apenas um retão. Teria maior risco, mas os carros poderiam chegar a 250 km/h naquela reta.”
Di Grassi vem de um sétimo lugar na etapa passada, disputada em Marrakesh, no Marrocos. Na ocasião, chegou a brigar pelo pódio, mas acabou perdendo rendimento nas últimas voltas. O brasileiro, contudo, não desanima. Ele acredita que poderá pilotar melhor neste sábado e aposta que a Audi vai se aproximar das favoritas, BMW e DS Techeetah, ao longo do campeonato.
“Ainda estamos atrás da BMW e da DS, pelo menos em Marrakesh. Aqui pode ser diferente e podemos estar mais próximos. Não temos uma distância tão grande, estamos falando de dois, três décimos, no máximo. O motor já tem uma eficiência super alta. Nosso maior problema é entender o acerto do carro, os pneus, o software, a parte de controle, operacional. Isso aí dá para melhorar ainda”, avaliou.
Todas as principais atividades na pista de Santiago serão realizadas neste sábado, dia da corrida. O primeiro treino livre está marcado para as 9 horas (de Brasília). O segundo será às 11h15. O grid será definido a partir das 13 horas. E a largada da corrida está agendada para as 17 horas.
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