Cantando a morte, Pitty faz show neste sábado em Lorena

Falando de morte, a cantora Pitty mostra novo show do recente álbum “Setevidas” neste sábado (26), às 22h, na Cervejaria do Gordo, em Lorena. O ingresso custa R$ 25.

Escrito por: Renan Simão3 min de leitura
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Cantora e banda tocam na Cervejaria do Gordo, neste sábado (26), às 22h

Divulgação

Falando de morte, a cantora Pitty mostra novo show do recente álbum “Setevidas” neste sábado (26), às 22h, na Cervejaria do Gordo, em Lorena. O ingresso custa R$ 25.

Lançado em junho desse ano, “Setevidas” é o quarto álbum da roqueira baiana, o úlitmo trabalho de estúdio em cinco anos, e, segundo a cantora, tem a morte como um dos temas principais pois “tem a ver com a percepção de ciclos, fases, transcendência, transmutação e alquimia”.

“A morte é tratada de forma metafórica e como reflexão para fins e recomeços, já que toda morte é também um nascimento de alguma outra coisa que às vezes a gente nem identifica na hora”, conta.

Alguns acontecimentos contribuíram para que a temática da morte esteja presente no disco. Peu Souza, guitarrista da banda de Pitty no começo de carreira, suicidou-se em 2013. Seu ídolo do rock, o americano Lou Reed, também morreu no mesmo ano.

As canções enfrentam a morte em diferentes maneiras. Na faixa-título, Pitty canta “Só nos últimos cinco meses/Eu já morri umas quatro vezes/Ainda me restam três vidas pra gastar”. Em “Pequena Morte”, uma canção sobre amor e orgasmo, a cantora versa: “O bom é que depois/O final é a pequena morte lenta de nós dois”.

“Acho que há um tom otimista [no álbum] porque tudo depende da perspectiva que se olha para a coisa; e adotar o viés de enxergar rupturas como oportunidades é uma opção mais produtiva, na minha opinião”, afirma.

Som
Gravado por banda formada por conhecidos de longa data, Duda (baterista) e Martim (guitarrista), e pelo recém-chegado Guilherme (baixista), “Setevidas” tem sonoridade de stoner rock, com muitas camadas de guitarras e vocais melódicos. As faixas “Deixa Ela Entrar”, “Do Lado de Lá” e “Pouco” têm muito do estilo popularizado por bandas como Kyuss e Queens of The Stone Age.

“Tem muito a ver com stoner mesmo”, confirma. “E com psicodelia e rock alternativo. É esse tipo de som que tenho escutado há muito tempo e, cada vez mais, é a estética sonora que mais me agrada e me inspira. Ouvi bastante os últimos do Queens of The Stone Age e Arctic Monkeys, e também Tame Impala, Sean Lennon, essas coisas.”

Embora mantenha a atitude de roqueira, Pitty lembra que também absorveu referências que vão de cânticos de candomblé a mantras indianos, passando por flamenco, pós-punk, rap e hip hop.

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